sábado, 28 de maio de 2011

O sol é grande, caem co'a calma as aves,
do tempo em tal sazão, que sói ser fria;
esta água que d'alto cai acordar-m'-ia
do sono não, mas de cuidados graves.
Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
qual é tal coração qu'em vós confia?
Passam os tempos vai dia trás dia,
incertos muito mais que ao vento as naves.

Eu vira já aqui sombras, vira flores,
vi tantas águas, vi tanta verdura,
as aves todas cantavam d'amores.

Tudo é seco e mudo; e, de mestura,
também mudando-m'eu fiz doutras cores:
e tudo o mais renova, isto é sem cura!


Sá de Miranda
1481-1558

Obras Completas - volume I
Francisco de Sá de Miranda; texto fixado, notas e prefácio de Rodrigues Lapa
Livraria Sá da Costa Editora

domingo, 21 de dezembro de 2008

oS vERDADEIROS pORTUGAS!!!!


Provocaram 138 acidentes para enganar seguradoras
Dois donos de oficinas de automóveis e um empregado de stand, de Santa Maria da Feira, são acusados de ter simulado pelos menos 138 acidentes rodoviários, entre 2000 e 2006, para enganar seguradoras. Ministério Público de Espinho acusou 46 pessoas por burlas que renderam 750 mil euros.

Os dois alegados cérebros do "esquema organizado" são, segundo a acusação do Ministério Público (MP) do tribunal de Espinho, dois proprietários de oficinas de reparação de automóveis, em Lobão e Caldas de S. Jorge, Feira. Esta sexta-feira, deveriam ter sido interrogados em tribunal, mas faltaram alegando doença. Sorte diferente teve o funcionário de um stande de automóveis, também arguido, que foi preso preventivamente, no mesmo dia.

As burlas, que terão provocado 750 mil euros de prejuízos às seguradoras, passavam por duas modalidades de acidentes: alguns eram previamente combinados entre os intervenientes e noutros os condutores dos carros atingidos desconheciam a verdadeira intenção do embate. Os arguidos "não se preocupavam minimamente com as consequências", "nomeadamente com a integridade física dos condutores dos outros veículos e dos respectivos passageiros" acusa o MP.

Os dois donos de oficinas contaram com a colaboração de vários condutores. Os locais dos acidentes (pouco movimentados) e a hora (normalmente ao início da (noite) eram previamente combinados. Só na Rotunda de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, foram registados 12 casos (ver infografia). Espinho, sobretudo as ruas do centro, era outra das zonas preferidas do grupo .

Mas a burla tinha outros ainda contornos mais elaborados. A investigação, levada a cabo por dois elementos da PSP de Espinho - a 26 de Junho de 2007 foram detidas seis pessoas -, apurou que os veículos seriam previamente preparados com peças estragadas, sobretudo na frente onde, por regra, eram embatidos. Isto implicava reparações mais caras e, consequentemente, mais avultadas indemnizações pagas pelas seguradoras. Para transmitir a ideia de maior violência dos embates era provocado também o disparo dos "airbag".

A acusação adianta ainda que, por vezes, a chapa dos veículos era previamente danificada no local provável da colisão. Nestes casos, os carros que participavam na simulação nem sequer chegavam a tocar-se. O condutor da viatura com prioridade encenava depois um despiste e embatia num poste ou num muro, a fim de provocar mais estragos.

"Nestes acidentes os condutores que por vezes constam da participação policial ou das declarações amigáveis de acidente de automóvel não eram os verdadeiros intervenientes" mas, adianta o MP, "seguiam ao lado do motorista, identificando-se como condutores perante as autoridades policiais que, a pedido dos mesmos, compareciam no local".

Para tornar a operação ainda mais rentável, os suspeitos substituíam peças boas por peças estragadas nas viaturas acidentadas e causavam mais algumas amolgadelas antes da peritagem.

Nos acidentes que não eram alvo de combinação prévia, os arguidos procuravam rotundas, cruzamentos ou entroncamentos e circulavam até aparecer uma oportunidade de embater noutro veículo, por exemplo junto a vias com sinal de stop ou de aproximação de estrada com prioridade. "Nestes acidentes, os arguidos, ao invés de travarem ou desviarem, como podiam e deviam, evitando o embate, imprimiam maior velocidade ao veículo que conduziam e não permitiam ao outro condutor qualquer reacção", diz o MP.

Outra burla passava por participar simular quebras de vidros que não tinham ocorrido. Um fio de pesca num pára-brisas molhado dava a nítida impressão, nas fotografias apresentadas, que o mesmo estava partido. Segundo o MP, os arguidos chegavam até a ir ao hospital, mesmo não estando feridos, para mais tarde poderem solicitar a respectiva indemnização às seguradoras.

JN

domingo, 16 de novembro de 2008

o sENHOR pRESIDENTE eMPREITEIRO sALVADOR!!!

http://www.youtube.com/watch?v=2KyFP5NINmQ

Sete ensaios suspensos por suspeita de mortes atribuíveis a fármacos

Quando um doente aceita participar num ensaio clínico tomando um medicamento experimental pode estar, na melhor das hipóteses, entre os primeiros a ter acesso a um medicamento inovador anos antes de este chegar ao mercado. Na pior das hipóteses, está sujeito a efeitos na sua saúde pouco conhecidos e até à morte. Em Portugal, desde o ano passado até agora foram suspensos 11 ensaios: sete por ocorrência de mortes acima do esperado e quatro depois de "acontecimentos adversos graves". Há outros dois em avaliação por alertas de segurança.

Este ano foram autorizados em Portugal 125 ensaios clínicos, um número que desceu dos 311 do ano passado. Neste momento o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) estima que em Portugal haja 3795 pessoas a tomar medicamentos em regime experimental - no ano passado o número tinha sido quase igual. O último ensaio clínico a ser suspenso em Portugal por alerta de riscos graves para os doentes foi o medicamento contra a obesidade Acomplia porque, de acordo com dados internacionais, se julga que poderá ter estado na origem do suicídio de doentes.

O Infarmed não nega que haja mortes que poderão ser imputáveis a medicamentos experimentais, mas não as divulga porque nas notificações que recebem não estão separados os casos em que pode existir causa-efeito e situações que nada têm a ver com o fármaco, explica o director do organismo público, Vasco Maria. Dois exemplos: se um doente é atropelado durante um ensaio clínico este facto tem que ser notificado pelo médico porque pode ter acontecido, remotamente, porque a pessoa teve tonturas, e mesmo as mortes de doentes que estavam a tomar placebo (substâncias inócuas que servem de comparação com o fármaco testado) são reportadas.

Fora as mortes, em 2007 foram notificados 62 "acontecimentos adversos graves" e este ano o número vai em 91. Trata-se de situações que puseram em risco a vida do participante em ensaio clínico, exigindo internamentos ou resultando em deficiências ou incapacidades, diz a legislação. "É o preço que temos que pagar para ter progresso e inovação. É preciso que algumas pessoas corram riscos para toda a sociedade beneficiar", nota Vasco Maria. "Trabalhamos em áreas de incerteza."

As principais áreas dos ensaios clínicos em Portugal, que coincidem com as prioridades de investigação da indústria farmacêutica a nível mundial, são a oncologia e o HIV/sida, mas a neurologia (doenças neurodegenerativas) e a oftalmologia estão em crescimento, afirma António Barros Veloso, presidente da Comissão de Ética para a Investigação Clínica, que desde 2004 tem que autorizar a realização de ensaios.

Público

domingo, 9 de novembro de 2008

Vamos mudar o rumo de POrtugal


Vamos eleger o primeiro afro para Primeiro-Ministro

Eubama Da Silva Ferreira

o pAÍS qUE tEMOS é O qUE mERECEMOS?

- Um jovem de 18 anos recebe Eur 200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma Eur 236 depois de toda uma vida do trabalho.

-Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.

-O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.

-Um professor é sovado por um aluno ou pelas mães dos alunos e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.

- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque nãopaga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos)

- No exame final de 12º ano quem fôr apanhado a copiar chumba o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa, mandou por faxe e é engenheiro.

- Uma senhora que vai a conduzir e a falar ao telemóvel em pleno dia na Av. da Liberdade, vê atravessar-se à sua frente, bloqueando-lhe o caminho, um BMW camuflado da policia. Saem 4 policias e diregem-se à criminosa com ar ameaçador. Um deles tem um papel que os identifica como POLICIA. A mesma senhora está a ser assaltada à entrada de casa e não aparece ninguém!

- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar juros.

- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.

- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe.

Estamos orgulhosos do país que temos!

casinosnabanca.blogspot.com/