quinta-feira, 28 de agosto de 2008

fIGURONA!!!


Desde que o Presidente Cavaco foi eleito ainda não lhe ouvi uma palavra de jeito. O Presidente alinhava umas palavras em forma de discurso, soletra umas solenidades de circunstância, meia dúzia de lugares-comuns da sensatez e outras tantas banalidades, junta uma pitada de preocupação social e vago fervor patriótico, acrescenta umas generalidades institucionais e já está. Analistas políticos esparsos e à míngua de assunto e de política, desempregados de um regime sem ideologia, pragmático e material, que não pensa, não discute, não argumenta e apenas age e reage, tentam desesperados encontrar em Cavaco um pensamento, uma coerência ideológica ou, dada a necessidade de drama, uma ameaça.
Trabalhos ingratos porque Cavaco nada disto tem para dar. Nunca teve. A sua mediania coloca-o a salvo das grandes perplexidades contemporâneas e o seu desinteresse pela cultura política, ou outra, abrigam-no das interrogações que perturbaram Soares ou Sampaio, infinitamente mais cultos e mais cosmopolitas. Cavaco é o sucessor de Eanes sem a educação sociológica e histórica de Eanes. Ou seja, Eanes tornou-se um quase-intelectual com a passagem do tempo, e Cavaco permaneceu igual a si mesmo, modesto e frugal, limitado e deslocado, amarrado à âncora da sua ignorância. Cavaco detesta tempestades e mar largo, prefere porto seguro e águas calmas. Não seria o Presidente que eu quereria eleger, é o Presidente eleito. Tanto Manuel Alegre como Mário Soares teriam sido melhores Presidentes. Como dizem os cavaquistas conformados, Cavaco não tem mundo. O mal nem é este, o mal é que ele continua a não ter mundo. E o mundo não o tem a ele.
Daí os episódios paroquiais da viagem à Índia, com as queixas do "picante", ou as caricaturas de jornada onde Cavaco seja obrigado a descontrair e fazer humor. Não é o seu género. O seu género é a casa e a família, com umas incursões no país que ele genuinamente sente como seu, a seu modo. Um herói local. E um herói local incensado por um partido fundado por um homem forte e brilhante, Francisco Sá Carneiro. Um PSD que nunca encontrou substituto para o fundador e confundiu pequenas manifestações de autoritarismo e irritação com autoridade e carisma. O PSD inventou Cavaco: barões e intelectuais, bases e cúpulas, populistas e elitistas inventaram um chefe que foi rodar o carro à Figueira da Foz. Ele foi - de facto - rodar o carro à Figueira da Foz e o partido fez o resto. Faz lembrar um filme de Hal Ashby, adaptado de um romance de Jerzy Kozinsky, que conta a história de um homem simples e dado a pequenos aforismos, o jardineiro Mr. Chance, que ascende a Presidente dos Estados Unidos por um conjunto de circunstâncias. "Being There", ou "Bem-vindo Mr. Chance". É a obra-prima do grande Peter Sellers.
Passava-se aquilo num tempo em que Portugal e o mundo eram mais simples e da Europa escorria leite e mel. Cavaco administrou a fortuna misturando a parcimónia e o escrúpulo moral com a amoralidade e a rapina de negociantes políticos que ascenderam a milionários graças ao Estado. Foi um período de fartar vilanagem, e chegou para todos e para duas maiorias absolutas. O currículo académico de Cavaco, um economista mediano, ajudou-o num tempo em que começava o primado da economia sobre a política e em que o défice entrou no léxico nacional. Desígnio para o país Cavaco nunca teve, e plano para o famigerado "desenvolvimento" também não. Ninguém soube ou quis saber o que seria de Portugal daí a vinte anos porque a política portuguesa caracterizava-se pela miopia e o resultado eleitoral. O curto prazo. Pagamos hoje, duramente, as consequências desta ignorância. Sempre imaginei, academicamente, o que teria achado Sá Carneiro do seu sucessor.
O mundo entretanto mudou e o estatuto de Cavaco também. De primeiro-ministro activo passou a Presidente corta-fitas. É um lugar onde ele não faz o dano que faria como chefe do Executivo. As suas inexistências ontológicas continuam, com certa ternura, a mobilizar oráculos e análises com tanto rigor como a astrologia. Ler o desígnio de Cavaco é como ler o horóscopo. Interpretar o seu silêncio é como olhar para as estrelas. Um passatempo inofensivo que se tornou profissão. Os pequenos anúncios dos jornais estão cheios de sábios e professores que lêem o destino alheio. Inventaram a coabitação, como agora inventam o ódio. Nem Sócrates nem Cavaco têm a profundidade que os politólogos desocupados lhes querem atribuir. Embora Sócrates navegue em águas mais fundas que Cavaco. Por tudo isto, devo ser uma das pessoas que não sentiu irritação com o discurso de Cavaco sobre o estatuto político-administrativo dos Açores. É mais uma cena paroquial e uma anedota de Verão. Não estava à espera que ele fosse falar sobre o mundo complexo em que vivemos e vamos viver, com a perspicácia e a inteligência de um homem de Estado. Podemos tirar o rapaz de Boliqueime mas não podemos tirar Boliqueime do rapaz, dir-se-ia com crueldade. O Presidente Cavaco é um rapaz de Boliqueime e isso não é uma coisa boa. Nem má. É o que é. Num grande país europeu como a França, a Alemanha ou a Grã-Bretanha, Cavaco seria um apêndice, nunca um órgão político.

Clara Ferreira Alves

Não digo quanto recebo da Fundação Soares... eu adoro Cavaco, mas preciso de ganhar a vida!!

HÁ NOTÍCIAS QUE SÃO DE ALMANAQUE

Gosto das listas parvas, género, 100 Piores Títulos de Filmes Pornográficos. Uma das minhas listas preferidas deu um livro: 100 Coisas a Fazer Antes de Morrer, de Dave Freeman. Há um filme com Bill Murray em que ele todos os dias acorda no mesmo dia, faça o que fizer. Então, ele decide fazer coisas perigosas, porque, no fim de contas, acordará como sempre. Mas o interesse do livro de Freeman é que as suas propostas fazem-se bem, são só ligeiramente perigosas: ir à corrida de touros nas ruas de Pamplona, assistir a uma cerimónia de voodoo no Haiti... Há também um livro com este título: 100 Coisas a NÃO Fazer Antes de Morrer. Não tenho esse, não posso garantir se uma delas é não mudar, depois do banho, a lâmpada da casa de banho. Um cantor do meu tempo, Claude François, fê-lo e quinou. E há uma coisa que o autor de 100 Coisas a Fazer Antes de Morrer deveria saber: não se deve escorregar em casa e bater com a cabeça no chão. Ele, Dave Freeman, fê-lo aos 47 anos e acaba de morrer.

DN

fIGURAZINHA!!!!


domingo, 24 de agosto de 2008

O clone...


"Ele [José Sócrates] até anda a copiar o que eu já faço há muitos anos. Até já anda a oferecer computadores e a levar os velhinhos a passear pelo país..."

jÁ vIRAM bEM!?

Como é possivel Portugal ter ganho somente 2 medalhas nos Jogos Olimpicos 2008 e o S. L. Benfica ter ganho 3 Medalhas (!?!?!?) em Beijing...

sábado, 23 de agosto de 2008

fIGURINHA nÉ!!!!


Boa viagem Wender....

Britânico diz que é o melhor apesar da vitória de Évora

O atleta português Nélson Évora não se considera um super-homem por ter ganho a medalha de ouro, mas o segundo classificado do triplo salto, o britânico Phillips Idowu, define-se como o melhor na modalidade.
Idowu diz estar desapontado pelo segundo lugar, porque queria ir aos Jogos de Londres, em 2012, para defender a posição de campeão olímpico. “Eu queria uma [medalha] diferente, por isso é óbvio que isto foi uma grande desilusão para mim. Não existe melhor atleta do que eu”, disse o britânico de 29 anos à Reuters.O atleta ficou a cinco centímetros da melhor marca de Évora, os 17,67 metros que deram o ouro ao triplista português. Em declarações à Lusa, o português disse que "a frustração dele é culpa dele [referindo-se a Idowu]. Temos de ter sempre respeito pelos adversários e ele pensou que já tinha a medalha no bolso. Mas ela está comigo", sublinhou Évora.

Público

Sequestraram o patrão para receber pagamentos em falta


Um dos três operários suspeitos já foi condenado por tentativa de homicídio
O Tribunal de Aveiro adiou para segunda-feira o primeiro interrogatório a três homens acusados da prática de crimes de sequestro, coacção agravada e detenção de arma proibida. Um dos suspeitos foi condenado recentemente por homicídio na forma tentada, tendo recorrido da sentença. Atendendo à moldura penal em causa, ficaram em liberdade.A vítima, construtor civil na casa dos 35 anos, residente em Vagos, alegadamente devia dinheiro a um dos autores a quem subcontratava certos trabalhos. Quando teve oportunidade, foi denunciar o caso à GNR onde se apresentou "com medo e a pedir refúgio", apurou o DN .Os suspeitos, de 21, 24 e 45 anos, operários também residentes no concelho vaguense, terão mantido sob sequestro o indivíduo na quarta-feira, numa garagem na Quinta da Bela Vista, arredores de Aveiro, onde estavam a fazer obras. Segundo fonte policial, terão ameaçado o patrão "durante várias horas" com uma arma de fogo "apontada à cabeça" exigindo-lhe o "imediato" pagamento de uma dívida que tinha para um deles, cerca de 2 a 3 mil euros. Um morador que passava nas imediações ainda tentou intervir mas o grupo ameaçou-o "fazendo desaparecer". Segundo relato policial, a vítima foi ameaçada de que "seria morta e atirada ao rio", no caso ao Rio Boco, em Vagos, se não entregasse o dinheiro mas, ao fim de algum tempo, acabaria por conseguir que fosse libertado, convencendo os alegados sequestradores que tinha forma de angariar a quantia reclamada. Abandonou o local, sem a viatura e o telemóvel retidos pelos suspeitos "supostamente como garantia".O homem, que terá um historial de dívidas aos trabalhadores que contrata, acabou por ir bater à porta da GNR "em pânico", tendo o caso passado para a alçada da PJ de Aveiro que recuperou os bens na posse dos suspeitos, bem como a pistola.Um dos suspeitos tinha sido condenado a pena de prisão efectiva por homicídio na forma tentada, estando a aguardar em liberdade o recurso da sentença. Ficou há cerca de um mês sem vigilância electrónica.


DN

Caminhos de "Santavelino"...


Avelino Ferreira Torres negou ontem no Tribunal do Marco de Canaveses ter sido, enquanto presidente de câmara, o impulsionador da construção de um caminho público na localidade de Avessadas, onde na qualidade de empresário, o próprio viria a adquirir propriedades valorizadas pela construção do acesso.
O ex-homem forte do Marco alegou que a construção do acesso se deveu à pressão da junta de freguesia e que apenas comprou os terrenos depois de o caminho estar concluído. O presidente da junta, eleito pelo CDS-PP – partido que Torres representou durante mais de vinte anos na Câmara – confirmou a versão de Ferreira Torres e disse que o caminho facilitava o acesso a um santuário.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sandro Lourenço entregou-se hoje no Estabelecimento Prisional de Alcoentre

O homem detido no dia 11 de Agosto em Loures, quando alegadamente furtava materiais de construção, e que fugiu da prisão em 2000, entregou-se hoje no Estabelecimento Prisional de Alcoentre, disse à Lusa a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.
Parece incrível que ainda haja alguem neste País que defenda os ciganos! São uma etnia completamente parasita e improdutiva que vive à custa dos nossos impostos. Vigarisam, roubam e traficam a maior parte da droga que mata os nossos filhos. Nunca se quiseram integrar nas sociedades que os acolhem nem mandam os filhos à escola porque a escola não os ensina a roubar. Alguem conhece algum cigano com uma profissão como todos os outros cidadãos, e que acrescente alguma coisa ao País, para além duma chusma de ciganitos que depois de bem ensinados se transformam em futuros ladrões? Eu não conheço; para além, é claro, dos dois ou três que aparecem sempre nos jornais como exemplo.

Crise olímpica


Presidente do COP assumiu ontem que os objectivos propostos no contrato-programa para Pequim falharam. O investimento do Governo não terá retorno em pódios
A cinco dias do encerramento de Pequim 2008, o Comité Olímpico Português (COP) assumiu já a sua derrota. Vicente Moura não resistiu ao salto falhado de Naide Gomes, ao quarto lugar de Gustavo Lima, às criticas de Vanessa Fernandes, à falta de brio de alguns atletas, ao ambiente de completa revolta instalado na comitiva e, sobretudo, à fuga das medalhas que o próprio prometeu ao País e ao Governo. É que por essa "promessa" (quatro medalhas e 60 pontos) o presidente do COP recebeu 14 milhões de euros, num contrato ("Projecto Pequim") assinado em 2005.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Pai da criança morta fugiu da prisão

O pai de Paulo Salazar, rapaz de 13 anos que foi abatido a tiro pela GNR numa perseguição na zona de Loures, segunda-feira à noite, depois de a família ser apanhada a roubar, enganou ontem o tribunal. Identificou-se como José Lourenço, nome que consta no bilhete de identidade falsificado, mas na realidade chama-se Sandro. Fontes judiciais e policiais asseguram ao CM tratar-se de um foragido da cadeia de Alcoentre, por crimes de roubo, mas quando perceberam o juiz já o tinha ontem libertado.

CM

Lourdes rouba peregrinos a Fátima


Santuário vazio em dia de peregrinação
Ao contrário do que é habitual na "peregrinação dos imigrantes", o recinto do Santuário de Fátima encontrava-se vazio, ontem à tarde, no começo das celebrações do 13 de Agosto. Não é habitual, mas também não era uma surpresa para o reitor, monsenhor Luciano Guerra nem para os peregrinos.Carlos Silva, 50 anos, natural de Viseu, taxista em Londres há 19, diz que "a ausência das pessoas se deve às dificuldades que estão a atravessar". Também a sua família enfrenta "maiores problemas do que é costume", mas, mesmo assim, "em Londres vive-se melhor do que aqui", afirma, referindo-se a Portugal. A sua geração de emigrantes ainda "saiu em bom tempo", conta, para falar "chocado" do caso de um conterrâneo maltratado em Inglaterra: um vizinho, no prédio onde se encontra de férias em Viseu, "foi levado por portugueses, com promessas de trabalho e depois teve que dormir na rua". É um caso entre tantos, admite, "e não só em Inglaterra", assegura, porque com a sua profissão acaba por "saber muita coisa". Já monsenhor Luciano Guerra, reitor cessante do Santuário, atribui a reduzida participação de crentes nesta peregrinação de Agosto, também às celebrações dos 150 anos do Santuário de Lourdes. "Eles - [responsáveis pelo Santuário de Lourdes] - recebem cerca de 6,5 milhões de peregrinos", por norma; este ano contam com uns "8,5 milhões", disse na conferência de imprensa anual, ontem à tarde. "Se os 2,5 milhões a mais que são esperados em Lourdes viessem a Fátima não seriam menos do que o habitual ", rematou . Mas, mesmo sendo poucos, já a meio da tarde, muitos fiéis se preparavam para passar a noite no recinto; nos colchões, as crianças dormiam a sesta ao som dos cânticos religiosos.


DN

E NINGUÉM DISSE: 'PARA ONDE ME LEVASTE, RAPAZ?'


Um oficial da GNR chamou "homicídio" ao que aconteceu em Loures. O oficial, admitindo que foi tiro de um soldado da GNR que baleou o garoto, acrescentou: "Resta saber como ocorreu." Fico tranquilo por viver num país onde os polícias não podem usar a força de forma desproporcionada - disparar contra carros, mesmo com potenciais criminosos lá dentro, está sujeito a regras. Estas, vejo-as reconhecidas pelas autoridades e pelas leis, o que me garante que o homicídio será investigado, julgado e o homicida, se for caso disso (porque pode não ser), condenado. Sobre isso estou mais tranquilo com o meu país do que estava há alguns anos. O que me preocupa mais no meu país é que haja um pai e um tio que levam um garoto de 13 anos para um assalto. E que, entre os que falaram em nome daquela família, não tenha havido nenhuma crítica à irresponsabilidade dos dois homens. Balanço: há maior controlo da polícia e ainda bem. Vamos precisar dela porque temos bandidos mais rascas.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Basta de chico-espertismo


Acho que chegou o tempo de dizermos "basta!" ao chico-espertismo, à desconsideração, à falta de respeito que grassam na nossa sociedade e que é facilitada com a falsa ideia, que por vezes passa, de que só temos direitos e não deveres.
No dia 11/08/2008, dirigi-me ao Centro Comercial ?Guimarães Shopping? sito em Guimarães. Faltavam alguns minutos para as 22:00 horas e não quis deixar de satisfazer o desejo da minha filha de comer um gelado. Aí chegado, dirigi-me ao espaço comercial da ?Olá? situado no 1.º andar junto às escadas rolantes, em passo lesto, porque faltavam dois minutos para as 22:00 horas e eu suspeitava que esta seria a hora de encerramento desse espaço.
Quando lá cheguei - antes das 22:00 horas - estava um grupo de clientes a ser atendido e que já tinha pago os gelados e, na fila da caixa registadora, além de mim e das minhas filhas, estava um cliente à minha frente, à espera de ser atendido.
A espera não foi muita! Cerca de um minuto depois, quando aguardávamos que uma das duas empregadas nos atendessem - não havia mais clientes atrás de mim - fomos surpreendidos pela declaração de uma das funcionárias que nos comunicou que a partir daquele momento estavam encerrados, ao mesmo tempo que colocava uma espécie de painel na caixa registadora e que apagava as luzes daquele espaço. Incrédulo, ainda balbuciei um “Estão encerrados?!” ao que a funcionária, com um ar inflexível, me disparava um seco “Sim”. O cliente que me antecedia não conseguiu mais do que um olhar inexpressivo, enquanto se afastava do local, silencioso.
Senti-me tentado a pedir o Livro de Reclamações para lavrar o meu protesto escrito, mas depois antevi uma discussão inútil porque certamente a dita funcionária iria esgrimir o facto de já ter encerrado e não ter de me fornecer o Livro de Reclamações e eu ver-me-ia obrigado a solicitar a presença da PSP, para ver cumprida a lei.
Antevi a discussão, os incómodos e o desperdício dos meios - a PSP, decerto teria coisas mais importantes para fazer do que fazer deslocar uma viatura ao Centro Comercial - e, francamente, um gelado não valia isso. Mas senti-me profundamente revoltado.
Não é pelo gelado que pouco vale, é pelos princípios, pelo respeito pelos outros, pela consideração que todos devíamos merecer.
Enquanto me vinha embora não pude deixar de passar em revista as incivilidades com que frequentemente me deparo, desde o caroço da maçã, as cascas de laranja, a lata de refrigerante ou a garrafa de cerveja, que são arremessadas das viaturas que circulam nas nossas estradas, ou o insulto fácil do condutor que nos atinge quando demoramos, mais do que ele pretendia, a ultrapassar outra viatura e o obrigamos, embora por breves momentos, a respeitar os limites de velocidade, até concluirmos a manobra, não lhe dando o privilégio da equiparação a viatura em missão urgente de socorro, com total impunidade, a que se acha com direito.
Ou quando abrimos a porta a alguém e lhe permitimos a passagem, ou damos a prerrogativa a alguém de executar uma manobra estradal sendo nosso o direito a executá-la, sem que, em qualquer caso, nos seja dirigido um simples obrigado, como se exigia a uma mente minimamente cordata, como se nós fôssemos obrigados a abrir portas a alguém ou a ceder a prioridade na estrada a que temos direito.
Acho que chegou o tempo de dizermos "Basta!"ao chico-espertismo, à desconsideração, à falta de respeito que grassam na nossa sociedade e que é facilitada com a falsa ideia, que por vezes passa, de que só temos direitos e não deveres.
O problema é nosso e só nós somos responsáveis pelo estado de coisas a que chegamos. É urgente incrementar efectivamente aulas de educação cívica a começar logo no ensino básico para que as crianças – os homens e mulheres de amanhã – possam ter uma outra educação e consideração pelo próximo e mesmo partilharem em casa tais princípios, quando eles aí não existam.
Resta-nos a esperança de que as referenciadas situações não sejam apanágio da maioria dos portugueses, como cremos que não são.

kODAK's dIÁRIOS


Braga - Av. Central, anos 50

kODAK's dIÁRIOS


Braga - Praça da República
Os edifícios em frente são, da esquerda para a direita, o CYNEMATOGRAPHO, o BANCO DO MINHO e o HOTEL FRANCFORT. As pessoas, com um ar domingueiro, denotam marcadamente a sua condição de citadinos ou rurais. Vê-se muito bem a linha do eléctrico, ou talvez do "americano", o "kiosk", muito novo, parecido com o que existe ainda hoje em frente à Brasileira e, à direita, o Jardim Público, bem ao gosto romântico, semelhante aos únicos dois, penso eu, que sobrevivem em Portugal: o da Estrela, em Lisboa, e o de S. Lázaro, no Porto. Em primeiro plano, um bonito candeeiro a gás com um reclamo a uma "AGENCIA DE PUBLICAÇÕES".Se o relógio do banco estava certo, eram 4 e 5 da tarde.

Portugueses sabem que são enganados

Mais de 60 por cento dos portugueses tem consciência que as traições nas relações amorosas e as fraudes nas escolas ou universidades representam um problema no país e estão a crescer na última década, segundo um estudo realizado pela GfK.
Dentro das relações amorosas, 58 por cento dos portugueses sabe que esta é uma área onde enganar é habitual no nosso país. Em relação à fraude nas escolas ou universidades, vulgo «copianço», entre outras formas de enganar, 65 por cento dos portugueses tem consciência que é um facto a nível nacional.
A análise comparou com os resultados de há 10 anos, sendo que 49 por cento dos portugueses acham que agora há mais vigarice no amor e 41 por cento percepciona que os enganos no ensino estão a aumentar.
Este estudo foi realizado este ano em 19 países. Nas traições amorosas, a Turquia, a Hungria, a Grécia e os EUA batem recordes. Já nas fraudes na escola ou na universidade, a Turquia lidera novamente a tabela, seguida pela Índia e pela Itália.

PD

Empresário entregou chaves da empresa nas Finanças em protesto contra acção do Estado


Um empresário decidiu suspender o trabalho de uma fábrica têxtil da Covilhã e entregar as chaves nos serviços de Finanças, em protesto contra a acção do Estado, disse hoje o próprio à Agência Lusa.O empresário António Lopes protesta contra o facto da firma ser alvo de penhoras por dívidas ao fisco, mas ao mesmo tempo ter verbas bloqueadas e acesso à banca vedado devido ao atraso de decisões judiciais. António Lopes reabriu a fábrica de fiação depois de a ter adquirido em Dezembro de 2005, num processo de insolvência no Tribunal da Covilhã, mas até hoje nunca houve trânsito em julgado da aquisição. A recuperação da empresa "tem sido feita com capital próprio dos gerentes, porque sem o processo concluído, não temos acesso à banca", disse o empresário. Por outro lado, "a Fiper depende do trânsito em julgado para boa cobrança de 388 mil euros de IVA, ao passo que as dívidas ao fisco são de 36 mil euros. É fácil fazer as contas", desabafou António Lopes. Uma notificação de uma penhora, recebida no dia 06 de Agosto, foi a gota de água que fez transbordar o copo. "Temos dinheiro para a pagar, mas já chega de brincadeira", disse. Simbolicamente António Lopes entregou as suas próprias chaves [da empresa] ao chefe da repartição de Finanças [da Covilhã] naquele dia. "Já não basta limitarem a nossa gestão, ainda nos querem levar o dinheiro que temos disponível. Se é assim, que venham gerir a fábrica", justificou. "As chaves lá estão, a empresa está encerrada e os 48 trabalhadores estão de férias. É nossa intenção continuar assim que seja revogada a penhora", sublinhou. António Lopes entende a situação da sua empresa como "um alerta" para o Governo. "Não podemos com o nosso silêncio ser cúmplices do que consideramos ser a destruição das pequenas e médias empresas", afirmou. "Num país onde 20 por cento dos empregados têm ordenados penhorados, mais de 200 mil empresas têm dívidas ao fisco e 50 mil empresários estão ou vão estar com processos crime, há que perguntar: temos um Governo ou uma comissão liquidatária", questionou. "Do que as empresas precisam é que o Estado pague o IVA que lhes deve, com a mesma diligência com que exige", concluiu, defendendo ainda apoios indexados à produtividade. Contactado pela Agência Lusa, Luís Garra, presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa reservou uma posição para outra ocasião, enquanto o director da repartição de Finanças da Covilhã, Luís Gravito, declinou também quaisquer esclarecimentos sobre o assunto, alegando sigilo na relação entre a administração fiscal e os contribuintes.


Lusa

OS CIGANOS E A POBREZA 'PLAYSTATION'


Anda por aí um pingue-pongue na imprensa por causa dos ciganos. Tudo começou com os conflitos na Quinta da Fonte, e aquilo que se veio a descobrir depois: que a maior parte das famílias ciganas ali alojadas tinha rendas de casa abaixo dos cinco euros por mês e que, mesmo assim, não as pagava. Mais do que isso: não se compreendia como é que pessoas incapazes de cumprir com as suas responsabilidades mais básicas se queixavam depois de terem sido assaltadas por gente que lhes levara... o DVD, o plasma e a Playstation das crianças. Foi esta pobreza Playstation, chamemos-lhe assim, mais a percentagem absurda de ciganos que recebe o rendimento de reinserção social, que deu origem a vários textos indignados sobre a forma como a comunidade se coloca à sombra de um Estado que tudo dá e nada recebe em troca. Ou, como resumiu Miguel Sousa Tavares, os ciganos "não podem ser cidadãos para os direitos e marginais para os deveres".Claro que textos a criticarem etnias dão imediatamente origem a textos a defender etnias. Rui Tavares despachou a coisa com um "preconceito anticigano" que se "agarra a tudo e pode fugir ao controlo", dando como exemplo a absurda discriminação que está a ocorrer em Itália, e sugerindo, entre a ironia e a demagogia, que ainda se vai descobrir que foram os ciganos "que raptaram Maddie" ou que "estão por detrás do escândalo Casa Pia". Eu percebo o ponto de Rui Tavares, e sei os perigos que acarreta iniciar nesta terra qualquer conversa sobre "os ciganos". Ninguém duvida que se trata da comunidade mais impopular (para utilizar uma palavra simpática) de Portugal, e que o discurso sobre a subsidiodependência dos ciganos tende a curvar rapidamente na direcção do mais reles racismo. A questão é esta: será que, para fugirmos a esse tipo de acusações, estamos condenados a silenciar aquilo que são problemas evidentes de uma comunidade e um comportamento imoral de parte significativa dos seus membros?Não vale a pena fingir que as comunidades são todas iguais: há uma longa história de resistência à integração por parte dos ciganos, que em última análise é a causa dos problemas actuais. Sem dúvida que foi essa resistência que lhes permitiu chegarem até hoje com uma cultura própria, a muitos títulos admirável - só que nos bairros sociais é difícil encontrar gente interessada nas maravilhas da sociologia e da antropologia. Para um lado ou para o outro, convém sobretudo não sermos ingénuos. Se os ciganos estão a habitar casas com rendas de cinco euros não é porque as câmaras sejam dadas à caridade, mas porque é esse o preço que estão dispostas a pagar pela sua sedentarização. E, se os ciganos não pagam essas rendas, é porque sabem que as câmaras engolem o atrevimento, desde que eles fiquem quietinhos a um canto. Quando não ficam quietinhos... bom, quando não ficam quietinhos, esta frágil rede de hipocrisias estala - e aí, o "problema cigano" reaparece.


DN

domingo, 10 de agosto de 2008

fIGURAS TRISTES


A CGTP incitou as operárias da têxtil Meneses & Pacheco a acamparem à porta das instalações da fábrica para evitar a retirada das máquinas

Disse-lhes que tinha accionado um processo judicial, mas afinal não tratara de nada. As trabalhadoras acusam a central sindical de as usar como tropa de choque para manter a agitação. A intervenção de um advogado desmontou o ‘esquema’ e permitiu às operárias regressarem a casa.
Em simultâneo, Franclim Ferreira, um advogado estranho ao sindicato informou-as que uma simples providência cautelar de arresto teria feito com que fossem para casa em dois ou três dias.
«Há mulheres com filhos pequenos que estiveram aqui semanas sem condições nenhumas. Isto é uma vergonha. Sentimo-nos enganadas. Penso que daria jeito ao sindicato que a gente estivesse ali» , disse Rosa Gomes.

sábado, 9 de agosto de 2008

kODAK's dIÁRIOS


Braga anos 70'

kODAK's dIÁRIOS


Braga anos 80'

fIGUROTE


O Secretário...

vOTAR jAMAIS!!!

Carlos Candal com reforma de 2500 euro

O político socialista de Aveiro Carlos Candal, polémico graças ao "breve manifesto anti-Portas em português suave", estará reformado a partir do próximo mês de Setembro.
Conforme se pode constatar na lista da Caixa Geral de Aposentações para o próximo mês, o antigo deputado socialista tem direito a 2510 euros/mês de reforma pelos anos em que foi eleito parlamentar.
Advogado de profissão, nascido em 1938, Candal protagonizou uma acesa polémica em 1995 quando se candidatou pelo PS em Aveiro e decidiu escrever um "manifesto em português suave" no qual expunha a sua versão sobre a vida pessoal de Paulo Portas, seu opositor, candidato pelo CDS-PP.
Candal foi eleito deputado pelo PS nas primeiras Legislativas em 1976 e também em 1980, 1985 e 1995. Foi eurodeputado do PS, concorrendo em 1999, funções que cessou em 2004, aquando das Europeias.

CM

Homem que dizia ser Jesus Cristo foi condenado




Um alemão de 28 anos, que acredita ser a reencarnação de Jesus Cristo e que se pendurou no papamóvel, no Vaticano, em Junho de 2007, foi condenado esta terça-feira a submeter-se a terapia, informou a justiça alemã, segundo o site globo.com.
O rapaz foi condenado a quatro anos de prisão sob fiança e a seguir um tratamento psiquiátrico. O tribunal de Waldshut-Tiengen decidiu que não deverá ser internado se respeitar as condições da sentença.
Em Junho de 2007, o alemão, que acreditava ser a reencarnação de Jesus, avançou uma barreira de segurança e agarrou-se à parte traseira do papamóvel, onde estava o Papa Bento XVI, na Praça de São Pedro. O homem foi imediatamente detido pelos serviços de segurança e levado Itália onde foi visto por um médico.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

fIGURAÇA


Vale e Azevedo condenado a mais cinco anos de prisão.

vOTAR jAMAIS!!!

Autarquia de Faro decide condecorar José Sócrates com a medalha de ouro da cidade, pela criação de curso de Medicina no Algarve. Oposição considera excessiva a condecoração, mas mostra-se disponível para "avaliar a atribuição da Medalha de Mérito grau Ouro".
Autarquia de Faro decide condecorar José Sócrates com a medalha de ouro da cidade, pela criação de curso de Medicina no Algarve.

Barbearia à espera de salvação


O relógio não pára para a Barbearia Matos, a casa histórica da Rua do Souto. Setembro poderá ser decisivo para o encerramento do espaço nos moldes actuais, caso a Câmara não declare, finalmente, o interesse municipal.
O subarrendatário, Manuel Matos, que seguiu o negócio do pai há várias décadas, teme que a Barbearia Matos possa ser integrada, de forma incaracterística, no futuro projecto comercial para o edifício, perdendo, assim, aquilo que a torna única. Apesar do Instituto de Gestãodo Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ter dado um parecer positivo à declaração de interesse municipal, transferindo o processo para as mãos da autarquia, nada mudou até à data.
Depois de o Tribunal ter decretado o despejo e o encerramento da barbearia, devido à fragilidade do contrato de arrendamento inicial, só esta figura de protecção a poderá preservar no seu contexto natural, como património da cidade reconhecido por todos os bracarenses. Recentemente, um defensor do espaço, situado na Casa Teodósio de Almeida, Miguel Coelho, cumprindo aquilo que considera ser uma "obrigação cívica", interpelou ambas as entidades no sentido de apurar o ponto da situação As respostas não podiam ser mais surpreendentes.
Em documentação a que o JN teve acesso, a Câmara informa ter o processo em aberto, não só da barbearia mas também do salão egípcio, mas dependente de um parecer do IGESPAR que "até à presente data não se pronunciou". Aquele organismo declara, por seu turno, que não voltará a pronunciar-se sobre a situação já o tendo feito, quando, em 2006, propôs o interesse municipal.
Numa atitude que o presidente da Associação para a Protecção e Defesa do Património Natural e Construído da Cidade de Braga (ASPA), Armando Malheiro, chama de "cinismo politiqueiro", mantém-se a indefinição quanto ao futuro de ambos os espaços. No caso da barbearia, Manuel Matos tem feito de tudo para adiar a saída, negociando datas com o proprietário. O mês que vem poderá ser determinante.
"Há a possibilidade de se transferir a barbearia para o interior do espaço comercial, mas, desta forma, muito se perderá, desde o mobiliário até aos azulejos", revela o barbeiro. O ideal era manter tudo como o original, com o barbeiro em actividade, consideram os defensores do local.


JN

terça-feira, 5 de agosto de 2008

kODAK's dIÁRIOS


...mais ficção!!!

kODAK's dIÁRIOS


O Novo Hospital de Braga!!... pura ficção

fIGURINHAS


O Senhor Presidente Empreiteiro Salvador

Cantina de hospital público usada para jogo secreto


Instalações da unidade de saúde pública serviram para dezenas de participantes conhecerem esquema para ganhar dinheiro fácil .
A cafetaria dos funcionários do Hospital de Magalhães Lemos, no Porto, serviu, na semana passada, um jantar a um conjunto de pessoas envolvidas no chamado "jogo da roda", um esquema de multiplicação de dinheiro através da captação de novos membros para o jogo, também conhecido por "bolha".
O encontro - no qual participaram cerca de 40 pessoas, na maioria homens entre os 25 e os 55 anos - decorreu no bar concessionado daquela unidade hospitalar onde se pode ler claramente à porta: "Estas instalações são para uso exclusivo dos funcionários do Ministério da Saúde". Uma excepção foi, no entanto, aberta para os participantes na célula do "jogo da roda". O presidente do Conselho de Administração do "Magalhães Lemos" confirma a cedência das instalações, embora afirme "não se recordar" para que efeito.
Os primeiros jogadores começam a chegar por volta das 20.30 horas. A primeira barreira para entrar no hospital é ultrapassada com facilidade, uma vez que basta dizer "vimos para um jantar" que o funcionário da portaria levanta logo a cancela e indica ainda o local exacto do encontro, realizado nas instalações de uso exclusivo dos funcionários do Ministério da Saúde.
O "jogo da roda", cuja legalidade divide especialistas, funciona em quatro níveis e num esquema em que cada jogador entra com uma quantia pré-definida de dinheiro, tendo que angariar mais pessoas para entrar no jogo. Por exemplo: quem entrar com mil euros pode vir a ganhar oito mil euros.
Nas rodas em que cada jogador entra com dez mil euros, quando chegar ao centro, tem a possibilidade de ganhar oitenta mil (ver infografia de funcionamento ao lado). A cada "roda" dá-se o nome de "curso" e cria-se um nome para esse "curso". Os "alunos ou apoios" (que integram cada jogo, ou "roda") são identificados e controlados pela organização através das suas alcunhas.
Para o esclarecimento e aliciamento dos membros e futuros candidatos são organizados jantares periódicos (geralmente semanais) ou encontros informais em bares, cafés ou hotéis, mas sempre num lugar diferente. A hora e o local dos encontros são comunicados aos jogadores no dia do próprio encontro e, não raramente, com apenas umas horas de antecedência.
As trocas de dinheiro, feitas habitualmente em numerário, ocorrem normalmente no início ou no fim do encontro.
No caso da reunião no "Magalhães Lemos", no entanto, não foi possível confirmar a existência deste procedimento. O que se cumpriu na "cantina" do hospital foi o habitual desligar de telemóveis já com as portas fechadas (o telemóvel pessoal e o segundo telemóvel que os jogadores têm para trocar as mensagens relativas aos encontros do jogo). É a partir desse momento que um dos elementos da organização começa por perguntar como correu o "trabalho" da semana (a angariação de novos elementos), questiona sobre as dificuldades que sentiram na aquisição dos jogadores e se precisam de ajuda, ou seja, novas dicas e conselhos para os participantes conseguirem recrutar mais pessoas. É também tempo de apelar a mais trabalho, ou seja, angariar novos elementos para este jogo de "investimento", aposta e risco que muitos consideram um "part-time".


JN

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

fIGURONAS (2)


Então mas as gajas boas mesmo boas são em Ermesinde ou em Felgueiras?

kODAK's dIÁRIOS


Braga em 1900

kODAK's dIÁRIOS


Braga em 2008

Gorjetas nos restaurantes são para declarar no IRS




Restaurantes fazem guia de boas práticas com as Finanças para prevenir incumprimentos.


Sabia que as gratificações ou «gorjetas» dadas aos empregados de mesa e de balcão nos restaurantes têm de ser declaradas no IRS e estão sujeitas a uma taxa de 10% no IRS? Ou que a taxa de IVA que paga por uma sandes é diferente da que paga por um bolo (20% no último caso e 12% no primeiro)?
Estes são alguns dos esclarecimentos que contam do «Guia das Boas Práticas Fiscais para o Sector da Restauração», que segundo o «Diário Económico», foi elaborado em conjunto pela Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) e pela Associação de Restauração e Similares de Portugal (ARESP).
O objectivo deste guia é prevenir «eventuais incumprimentos involuntários por desconhecimento das regras fiscais, num sector de actividade caracterizado por muitas pequenas empresas familiares com dificuldades de recurso a consultores para a resolução dos seus problemas», explica ao mesmo jornal, o Ministério das Finanças.




PD

IVA a 21% para estacionar em Guimarães


Os serviços da Camara Municipal de Guimarães esqueceram-se que o IVA desceu. Passados 30 dias, as famosas maquinas que se mete dinheiro e não dao troco, continuam a emitir taloes com taxa de IVA a 21%.
Mais uma situação lamentavel, de uma Camara que pouco se interessa pelos contribuintes.

domingo, 3 de agosto de 2008

fIGURONAS


Senhora de Fátima

Corrupção Intemporal


Não existe república, qualquer que seja a maneira como é governada, onde haja mais de quarenta a cinquenta cidadãos que chegam a postos de comando. Ora, como é um número muito pequeno, é fácil mantê-los sob controle, seja tomando a decisão de suprimi-los, seja dando a cada um a parcela de honras e empregos que lhes convém.


Maquiavel

sábado, 2 de agosto de 2008

eSTRELA (2)


Depois...

eSTRELA (1)


Antes...

fIGURÕES


HITLER vs. MUGABE

kODAK's dIÁRIOS



A entrada ou saída da cidade!?

ISTO QUE ANDA TUDO LIGADO, ANDA

Cristiano Ronaldo foi a Pombal ao dentista e, segundo o jornal Marca, veio de lá com um diagnóstico que o atravessava de cima a baixo: uma má placa dentária é que lhe causou a lesão no tornozelo a que foi operado. O DN foi apurar o mistério, ouviu o dentista, e soube que não era bem assim. Quer dizer, há sempre uma ligação: o ex-presidente americano Gerald Ford quando mascava chiclete, não andava. Mas Ford era burro, nunca fazia duas coisas ao mesmo tempo; já Cristiano Ronaldo são duas pernas inteligentíssimas. O dentista de Pombal não fez a ligação directa caninos-tornozelo, mas foi incisivo: "Uma boca desequilibrada provoca rendimentos desequilibrados." A fórmula dentária, e não só, é boa. Uma palavra mal dita pode custar caro. Joe Berardo deu uma boca desequilibrada ("aldrabices") sobre Jardim Gonçalves e este pede-lhe uma indemnização desequilibradora (500 mil euros). "Uma quantia simbólica", disse o ex-banqueiro. Caíram-me os queixos aos pés.

DN

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sócrates + amor + Câncio



O JORNALISMO DE JPP - Fernanda Câncio
Pergunta: "Escreve num jornal onde há uma cruzada declarada contra José Sócrates?" Resposta: "Sim, com que eu na maioria dos casos estou de acordo." As frases entre aspas fazem parte de uma entrevista a José Pacheco Pereira conduzida por João Céu e Silva e publicada esta semana no DN.O entrevistado escreve e opina em muitos meios - e sobre um deles, o seu blogue Abrupto, diz na mesma entrevista que lhe dá "mais poder" que "uma secretaria de Estado" - mas o único jornal da sua carteira pessoal de intervenções é o diário Público. Assim, ficamos a saber que Pacheco Pereira não só admite existir "uma cruzada declarada contra José Sócrates" por parte do Público, como está "na maioria dos casos de acordo".Este, não haja confusões, é o mesmo Pacheco Pereira que escreveu uma inteira e indignada coluna no mesmíssimo Público sobre a forma como a sua candidata à liderança do PSD, Manuela Ferreira Leite, foi enquadrada na entrevista que deu a Judite de Sousa na RTP, sustentando a tese de que ela, ao contrário do que se passou com os outros candidatos, fora sempre filmada em grande plano com o intuito de, subliminarmente, lhe causar dano (para mostrar a idade, as rugas, etc.). É o mesmo Pacheco Pereira que dia sim dia sim se insurge contra "a governamentalização da RTP", o mesmo Pacheco Pereira que está sempre vigilante em relação a qualquer coisa que possa parecer-lhe, em qualquer meio de comunicação social, favorável ao Governo em funções - ou não suficientemente desfavorável? - e que quando o Público lançou dúvidas sobre o currículo académico do primeiro- -ministro vergastou os órgãos de comunicação social que não seguiram logo "a pista" (ou seja, na linguagem de Pacheco Pereira, "a cruzada").O mesmo Pacheco Pereira que, comentador na SIC Notícias, colunista na Sábado e no Público e de um modo geral ouvido por tudo e todos sobre todos e tudo, fala de "silenciamento das opiniões contrárias", insinuando a existência de uma conspiração para calar os que, como ele, "não se calam", o mesmo Pacheco Pereira que quando o seu blogue foi alvo do ataque de um hacker divisava já no facto uma perseguição política. O mesmo Pacheco Pereira que passa a vida a arremeter contra "o jornalismo de causas" que, não se cansa de repetir, "não é jornalismo". É este Pacheco Pereira, o impoluto defensor do jornalismo "imparcial" e "objectivo", que afinal alinha em "cruzadas declaradas" por jornais - e, fazendo-lhe a justiça de não o considerar néscio nem sequer distraído, não se coloca a hipótese de ele ignorar que "cruzada" equivale, em qualquer dicionário, a guerra santa, assim a modos que o contrário de imparcialidade e busca da verdade.Parece no entanto que a afirmação passou sem grandes comentários ou ondas. No Público, não houve, até ver, desmentidos nem respostas àquele que foi, muito recentemente, seu director por um dia. O Conselho de Redacção do jornal não reagiu nem se ouviram pedidos de apreciação/intervenção por parte da Entidade Reguladora. Deve ser pois pacífico: o Público, cujo director não se coíbe de escrever sobre as "agendas políticas" de outros jornalistas e ministrar pretensas lições de deontologia, faz cruzadas declaradas contra pessoas. E um dos intelectuais mais reputados do regime, o tal que abjura "o jornalismo de causas", aprova. Peço que me perdoem, mas a falta de vergonha às vezes ainda me espanta. Coisas de jornalista.


DN