
Instalações da unidade de saúde pública serviram para dezenas de participantes conhecerem esquema para ganhar dinheiro fácil .
A cafetaria dos funcionários do Hospital de Magalhães Lemos, no Porto, serviu, na semana passada, um jantar a um conjunto de pessoas envolvidas no chamado "jogo da roda", um esquema de multiplicação de dinheiro através da captação de novos membros para o jogo, também conhecido por "bolha".
O encontro - no qual participaram cerca de 40 pessoas, na maioria homens entre os 25 e os 55 anos - decorreu no bar concessionado daquela unidade hospitalar onde se pode ler claramente à porta: "Estas instalações são para uso exclusivo dos funcionários do Ministério da Saúde". Uma excepção foi, no entanto, aberta para os participantes na célula do "jogo da roda". O presidente do Conselho de Administração do "Magalhães Lemos" confirma a cedência das instalações, embora afirme "não se recordar" para que efeito.
Os primeiros jogadores começam a chegar por volta das 20.30 horas. A primeira barreira para entrar no hospital é ultrapassada com facilidade, uma vez que basta dizer "vimos para um jantar" que o funcionário da portaria levanta logo a cancela e indica ainda o local exacto do encontro, realizado nas instalações de uso exclusivo dos funcionários do Ministério da Saúde.
O "jogo da roda", cuja legalidade divide especialistas, funciona em quatro níveis e num esquema em que cada jogador entra com uma quantia pré-definida de dinheiro, tendo que angariar mais pessoas para entrar no jogo. Por exemplo: quem entrar com mil euros pode vir a ganhar oito mil euros.
Nas rodas em que cada jogador entra com dez mil euros, quando chegar ao centro, tem a possibilidade de ganhar oitenta mil (ver infografia de funcionamento ao lado). A cada "roda" dá-se o nome de "curso" e cria-se um nome para esse "curso". Os "alunos ou apoios" (que integram cada jogo, ou "roda") são identificados e controlados pela organização através das suas alcunhas.
Para o esclarecimento e aliciamento dos membros e futuros candidatos são organizados jantares periódicos (geralmente semanais) ou encontros informais em bares, cafés ou hotéis, mas sempre num lugar diferente. A hora e o local dos encontros são comunicados aos jogadores no dia do próprio encontro e, não raramente, com apenas umas horas de antecedência.
As trocas de dinheiro, feitas habitualmente em numerário, ocorrem normalmente no início ou no fim do encontro.
No caso da reunião no "Magalhães Lemos", no entanto, não foi possível confirmar a existência deste procedimento. O que se cumpriu na "cantina" do hospital foi o habitual desligar de telemóveis já com as portas fechadas (o telemóvel pessoal e o segundo telemóvel que os jogadores têm para trocar as mensagens relativas aos encontros do jogo). É a partir desse momento que um dos elementos da organização começa por perguntar como correu o "trabalho" da semana (a angariação de novos elementos), questiona sobre as dificuldades que sentiram na aquisição dos jogadores e se precisam de ajuda, ou seja, novas dicas e conselhos para os participantes conseguirem recrutar mais pessoas. É também tempo de apelar a mais trabalho, ou seja, angariar novos elementos para este jogo de "investimento", aposta e risco que muitos consideram um "part-time".
A cafetaria dos funcionários do Hospital de Magalhães Lemos, no Porto, serviu, na semana passada, um jantar a um conjunto de pessoas envolvidas no chamado "jogo da roda", um esquema de multiplicação de dinheiro através da captação de novos membros para o jogo, também conhecido por "bolha".
O encontro - no qual participaram cerca de 40 pessoas, na maioria homens entre os 25 e os 55 anos - decorreu no bar concessionado daquela unidade hospitalar onde se pode ler claramente à porta: "Estas instalações são para uso exclusivo dos funcionários do Ministério da Saúde". Uma excepção foi, no entanto, aberta para os participantes na célula do "jogo da roda". O presidente do Conselho de Administração do "Magalhães Lemos" confirma a cedência das instalações, embora afirme "não se recordar" para que efeito.
Os primeiros jogadores começam a chegar por volta das 20.30 horas. A primeira barreira para entrar no hospital é ultrapassada com facilidade, uma vez que basta dizer "vimos para um jantar" que o funcionário da portaria levanta logo a cancela e indica ainda o local exacto do encontro, realizado nas instalações de uso exclusivo dos funcionários do Ministério da Saúde.
O "jogo da roda", cuja legalidade divide especialistas, funciona em quatro níveis e num esquema em que cada jogador entra com uma quantia pré-definida de dinheiro, tendo que angariar mais pessoas para entrar no jogo. Por exemplo: quem entrar com mil euros pode vir a ganhar oito mil euros.
Nas rodas em que cada jogador entra com dez mil euros, quando chegar ao centro, tem a possibilidade de ganhar oitenta mil (ver infografia de funcionamento ao lado). A cada "roda" dá-se o nome de "curso" e cria-se um nome para esse "curso". Os "alunos ou apoios" (que integram cada jogo, ou "roda") são identificados e controlados pela organização através das suas alcunhas.
Para o esclarecimento e aliciamento dos membros e futuros candidatos são organizados jantares periódicos (geralmente semanais) ou encontros informais em bares, cafés ou hotéis, mas sempre num lugar diferente. A hora e o local dos encontros são comunicados aos jogadores no dia do próprio encontro e, não raramente, com apenas umas horas de antecedência.
As trocas de dinheiro, feitas habitualmente em numerário, ocorrem normalmente no início ou no fim do encontro.
No caso da reunião no "Magalhães Lemos", no entanto, não foi possível confirmar a existência deste procedimento. O que se cumpriu na "cantina" do hospital foi o habitual desligar de telemóveis já com as portas fechadas (o telemóvel pessoal e o segundo telemóvel que os jogadores têm para trocar as mensagens relativas aos encontros do jogo). É a partir desse momento que um dos elementos da organização começa por perguntar como correu o "trabalho" da semana (a angariação de novos elementos), questiona sobre as dificuldades que sentiram na aquisição dos jogadores e se precisam de ajuda, ou seja, novas dicas e conselhos para os participantes conseguirem recrutar mais pessoas. É também tempo de apelar a mais trabalho, ou seja, angariar novos elementos para este jogo de "investimento", aposta e risco que muitos consideram um "part-time".
JN
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