
O relógio não pára para a Barbearia Matos, a casa histórica da Rua do Souto. Setembro poderá ser decisivo para o encerramento do espaço nos moldes actuais, caso a Câmara não declare, finalmente, o interesse municipal.
O subarrendatário, Manuel Matos, que seguiu o negócio do pai há várias décadas, teme que a Barbearia Matos possa ser integrada, de forma incaracterística, no futuro projecto comercial para o edifício, perdendo, assim, aquilo que a torna única. Apesar do Instituto de Gestãodo Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ter dado um parecer positivo à declaração de interesse municipal, transferindo o processo para as mãos da autarquia, nada mudou até à data.
Depois de o Tribunal ter decretado o despejo e o encerramento da barbearia, devido à fragilidade do contrato de arrendamento inicial, só esta figura de protecção a poderá preservar no seu contexto natural, como património da cidade reconhecido por todos os bracarenses. Recentemente, um defensor do espaço, situado na Casa Teodósio de Almeida, Miguel Coelho, cumprindo aquilo que considera ser uma "obrigação cívica", interpelou ambas as entidades no sentido de apurar o ponto da situação As respostas não podiam ser mais surpreendentes.
Em documentação a que o JN teve acesso, a Câmara informa ter o processo em aberto, não só da barbearia mas também do salão egípcio, mas dependente de um parecer do IGESPAR que "até à presente data não se pronunciou". Aquele organismo declara, por seu turno, que não voltará a pronunciar-se sobre a situação já o tendo feito, quando, em 2006, propôs o interesse municipal.
Numa atitude que o presidente da Associação para a Protecção e Defesa do Património Natural e Construído da Cidade de Braga (ASPA), Armando Malheiro, chama de "cinismo politiqueiro", mantém-se a indefinição quanto ao futuro de ambos os espaços. No caso da barbearia, Manuel Matos tem feito de tudo para adiar a saída, negociando datas com o proprietário. O mês que vem poderá ser determinante.
"Há a possibilidade de se transferir a barbearia para o interior do espaço comercial, mas, desta forma, muito se perderá, desde o mobiliário até aos azulejos", revela o barbeiro. O ideal era manter tudo como o original, com o barbeiro em actividade, consideram os defensores do local.
O subarrendatário, Manuel Matos, que seguiu o negócio do pai há várias décadas, teme que a Barbearia Matos possa ser integrada, de forma incaracterística, no futuro projecto comercial para o edifício, perdendo, assim, aquilo que a torna única. Apesar do Instituto de Gestãodo Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) ter dado um parecer positivo à declaração de interesse municipal, transferindo o processo para as mãos da autarquia, nada mudou até à data.
Depois de o Tribunal ter decretado o despejo e o encerramento da barbearia, devido à fragilidade do contrato de arrendamento inicial, só esta figura de protecção a poderá preservar no seu contexto natural, como património da cidade reconhecido por todos os bracarenses. Recentemente, um defensor do espaço, situado na Casa Teodósio de Almeida, Miguel Coelho, cumprindo aquilo que considera ser uma "obrigação cívica", interpelou ambas as entidades no sentido de apurar o ponto da situação As respostas não podiam ser mais surpreendentes.
Em documentação a que o JN teve acesso, a Câmara informa ter o processo em aberto, não só da barbearia mas também do salão egípcio, mas dependente de um parecer do IGESPAR que "até à presente data não se pronunciou". Aquele organismo declara, por seu turno, que não voltará a pronunciar-se sobre a situação já o tendo feito, quando, em 2006, propôs o interesse municipal.
Numa atitude que o presidente da Associação para a Protecção e Defesa do Património Natural e Construído da Cidade de Braga (ASPA), Armando Malheiro, chama de "cinismo politiqueiro", mantém-se a indefinição quanto ao futuro de ambos os espaços. No caso da barbearia, Manuel Matos tem feito de tudo para adiar a saída, negociando datas com o proprietário. O mês que vem poderá ser determinante.
"Há a possibilidade de se transferir a barbearia para o interior do espaço comercial, mas, desta forma, muito se perderá, desde o mobiliário até aos azulejos", revela o barbeiro. O ideal era manter tudo como o original, com o barbeiro em actividade, consideram os defensores do local.
JN
2 comentários:
help me.
Katon, Goukakyu no jutsu.
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