quarta-feira, 30 de julho de 2008

kODAK's dIÁRIOS


Congresso Eucarístico Nacional de Braga, em 1924

vOTAR j'AMAIS!!!

Administrações custaram 34 milhões em 2007

Empresas públicas. Valor médio de 445 mil euros caiu 1% face a 2006Finanças corrigem dados do relatório sobre sector empresarial do Estado Cada administração de empresa pública teve uma remuneração global média de 445 mil euros no ano passado, revelou ontem o secretário de Estado do Tesouro e Finanças. Costa Pina adiantou que o valor traduz uma descida de 1% face ao custo médio verificado em 2007. O valor, que é relativo a 77 das principais empresas do Estado, significa que a remuneração com os gestores públicos atingiu 34 milhões de euros - 26,8 milhões de euros mais 4,5 milhões de regalias e compensações e 2,8 milhões de euros de encargos com benefícios sociais. Este montante é superior ao valor referido no texto do relatório do sector empresarial do Estado em 2007 que apontava para um gasto médio por administração da ordem dos 349 mil euros para um custo total de 26,8 milhões de euros. Costa Pina corrigiu ainda os dados do relatório de 2007 sobre o sector empresarial do Estado em 2006 e que serviram de base ao um trabalho publicado ontem na edição do DN, que apontava para uma subida da ordem dos 30% entre 2006 e 2007 nos gastos com a remuneração dos gestores públicos, comparando os montantes revelados nos dois relatórios. Segundo o governante, que fez uma declaração a alguns órgãos de comunicação social, a soma de 20,3 milhões de euros relativa à remunerações das administrações em 2006 dizia respeito apenas a 51 empresas e não as 78 referidas no relatório. Costa Pina sublinhou que as somas dos dois anos não são comparáveis, conforme já adiantava o DN, não só porque o número de empresas é diferente, mas também porque os dados de 2006 incluem apenas a remuneração base, enquanto os de 2007 são mais completos. Costa Pina avançou ainda com uma remuneração média por empresa de 449 mil euros em 2006, quando o relatório para esse ano refere um valor médio de 398 mil euros. Por esclarecer ficou qual o montante total gasto com os gestores públicos em 2006 e o número de administradores do Estado.Perante as críticas de da Oposição sobre o alegado aumento de salários dos gestores públicos, Costa Pina frisou que houve casos de gestores que tiveram a remuneração reduzida em 10% a 15% em 2007 com o fim dos planos complementares de reforma (Águas de Portugal). O que é remuneraçãoO governante inclui outras regalias e compensações e encargos com benefícios sociais na remuneração global dos gestores Esta visão é contestada pelo presidente da ANA. Para Guilhermino Rodrigues, há rubricas, como encargos com o automóvel que não devem ser contabilizadas. No caso deste gestor, a remuneração do ano de 2007 foi de cerca de 106 mil euros, mas com regalias e encargos com benefícios sociais o valor chega aos 200 mil euros publicados pelo DN.

Lusa

Ficou sem 10 mil euros a troco de um "lugar no Céu"


Um homem com cerca de 80 anos, de Amarante, apresentou esta terça-feira queixa, no posto da GNR local, contra um casal que o terá vigarizado em 10 mil euros.
O idoso terá entregue de boa vontade o dinheiro, confiando que estaria a comprar "um lugar no Céu e no Lar da Misericórdia" local.
A vítima, residente em Vila Caiz, tinha ido ao banco "levantar juros bancários", segundo fonte policial. Depois, segundo uma testemunha, o casal "apresentava-se e era bem falante". Ele teria mais de 50 anos e ela cerca de 30.
O casal interpelou o idoso como membros da Santa Casa, numa das rua da cidade e persuadiram-no "com requintada eloquência" (diz a testemunha) a entregar a "doação" à instituição. O discurso foi tão convincente que, no diálogo, lembraram nomes de beneméritos que ficaram conhecidos na história do concelho.
O homem levantou o dinheiro e, depois, o casal pediu-lhe " para ir comprar dois selos, para enviar o contrato para a sua entrada no lar". Quando regressou, já o casal tinha desaparecido. Não obstante a queixa ser apresentada contra desconhecidos, a GNR afirma que não demorará a encontrar o rasto do casal.


JN

domingo, 27 de julho de 2008

kODAK's dIÁRIOS



Antes do Elevador Bom Jesus - Braga

kODAK's dIÁRIOS



Elevador Bom Jesus - Braga

vOTAR j'AMAIS!!!

Gestores saem mas conservam regalias
Luís Nazaré deixou a presidência dos CTT mas continua a receber parte do salário, como presidente de um ‘comité de estratégia dos Correios’ que acumula com funções privadas. Nazaré diz que não há incompatibilidade, garantindo que é prática comum em muitas empresas.

Preso por ter 4,30 g/l, mas até já acusou mais


Desta vez a pena foi efectiva, porque a juíza considerou que a probabilidade de reincidência é «muito grande»


Quando Celestino Amorim foi detido, em Lavandeira, no passado sábado, andava aos ziguezagues na sua motorizada. O homem de 45 anos acusou 4,30 g/l no teste da GNR, mas uma experiência passada fez com que não acreditasse na possibilidade de ser preso, conta o Jornal de Notícias.
4,39 g/l foi quanto Celestino acusou em 2003, mas a juíza constatou que, nessa altura, «a pena suspensa de prisão não serviu de emenda». Por isso, desta vez está não só proibido de conduzir durante dois anos, como teve uma pena efectiva de seis meses. A defesa vai recorrer, mas a juíza deu a entender que não aceitará qualquer troca de prisão.
No tribunal de Oliveira do Bairro, o arguido defendeu-se: «Só parei a meio da manhã para comer um pão e beber um copo de tinto, não mais do que isso». Outros argumentos, como o facto de estar a tomar antibióticos, foram apresentados por Celestino Amorim.
«Temos que ter em conta que a estrada tem muitos buracos e zonas em que as bermas têm 30 centímetros, por isso tinha que me desviar deles», explicou, justificando os ziguezagues que chamaram a atenção da polícia.


PD

Ricos não sentem crise


Mercado de luxo no Algarve regista uma taxa de ocupação de 100%
Já não há vivendas e apartamentos para alugar em Vale do Lobo e Quinta do Lago, locais de luxo do Algarve onde passar uma semana de férias custa a módica quantia de 2500 euros. Aqui, 99% dos turistas são ingleses e irlandeses, sendo os restantes portugueses.
A média de idades é superior a 40 anos, são famílias com filhos, mas também se vislumbram grupos de jovens (habitualmente seis a oito) que fogem do frio do Reino Unido e se escondem durante uma semana em apartamentos de Vale do Lobo e Quinta do Lago.
Rodeados do verde dos campos de golfe e dos jardins cuidadosamente tratados, onde a água corre ao longo de horas, estes dois locais do Algarve continuam a ser as escolhas preferenciais de quem não olha a gastos para obter umas férias inesquecíveis. Apenas o pequeno-almoço é tomado em casa e as restantes refeições são realizadas em restaurantes, onde podem ser gastos 20 a 100 euros por pessoa. Os mais caros são acedidos apenas depois de feita a reserva.
Alguns empresários contactados pelo JN admitem a crise mesmo nestas zonas mais caras, apesar dos serviços estarem todos a 100%. Uma crise, explicam, apenas sentida na venda das casas, onde os preços oscilam entre os 600 mil euros e os muitos milhões de euros. Aliás, na última semana, foi vendida uma vivenda na Quinta do Lago por um milhão de euros.
Os compradores são essencialmente ingleses, mas "como a libra desvalorizou eles não estão a comprar tanto como acontecia há alguns anos", contou ao JN um empresário do sector.
O conceito vem de lugares luxuosos da Europa, como Marbella, e rapidamente se instalou no Algarve. Em Vilamoura, o espaço abriu o ano passado e, segundo Patrick Rosa, o gerente do espaço, "as pessoas aderem cada vez mais ao conceito".
E para quem pensa que os preços são proibitivos, o responsável garante que não. Uma espreguiçadeira custa 10 euros por dia, o chapéu de sol outros 10 euros, mas se preferir um colchão o valor aumenta para os 30 euros. A tolha é oferta.
Há hipótese ainda de optar por escolher um sofá e ter direito a uma bebida por 15 euros, ou, para os mais abonados, escolher as open bad, localizadas numa espécie de cabanas, que custam 100 euros, com direito a garrafa de champanhe.
Preços diários para quem prefere estar na praia, entre as 9.30 e as 23 horas, e com animação garantida, feita por duas bailarinas. Acresce aqui depois os preços das bebidas (cocktails), a 7,50 euros cada. "São preços iguais aos praticados nas discotecas ou bares", afiança Patrick, garantindo que os clientes do Nikki Beach são "portugueses e estrangeiros".
Os "excêntricos" são alguns e o gerente recorda os dois casais de brasileiros que estiveram no Algarve durante dois dias. "Eles gastaram 8400 euros e deixaram 2300 euros de gratificações", afiançou.
A crise, revela Patrick, apenas se faz sentir no restaurante do Nikki, onde as ementas são exóticas e podem custar cerca de 40 euros por pessoa. "Houve um ligeiro decréscimo no restaurante, mas na parte do bar e da praia não sentiu ainda nada", admitiu.
O aluguer de barcos e veleiros, na Marina de Vilamoura "mantém-se em bom ritmo", asseguram alguns empresários, o mesmo acontecendo com a marcação de diversos circuitos turísticos.
Os restaurantes deste espaço mantêm alguma clientela, essencialmente estrangeira, com os responsáveis a serem obrigados a "baixar ligeiramente" os preçários das ementas.


JN

sábado, 26 de julho de 2008

kODAK's dIÁRIOS


Junto à Casa de Infias que agora é turismo de habitação.

Caso Esmeralda - Ataque à advocacia



Não me vou pronunciar sobre a substância do caso. Cada parte tem os seus advogados. Devo manter dever de reserva.Mas cumpre-me manifestar uma palavra de apoio ao meu colega Dr. José Luis Martins, advogado do pai da Esmeralda , o Sr. Baltazar. Pai único e verdadeiro.Só por isso escrevo.Hoje ouvi um juiz, o Dr. Rui Rangel ,dizer que deveria ser participado criminalmente o Dr. José Luis Martins, porque falou alto, disse algumas coisas que vão no coração e no pensamento de tantos portugueses.E ofendeu a magistratura, a sacrossanta magistratura do País mais miserável da União Europeia, aquele Estado da UE que é a chacota da Europa.E o que disse o Dr. José Martins foi mais ou menos isto: Como admitir que uma pessoa que não tem filhos, que terá "comprado" a Esmeralda , que já foi condenado pelo crime de subtracção de menor, TER A MESMA MENOR À SUA GUARDAR!!!!Na verdade que Estado é Portugal quando é condenado um individuo pelo crime de subtracção de menor, da menina Esmeralda, e depois o Tribunal mantém a menor à guarda de quem foi condenado pelo facto de a ter substraído!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Só num Estado de brincadeira!!!Agora o advogado tem de ser perseguido criminalmente porque atacou os "sacrossantos" "magistrados"????????Só o facto de o sargento Gomes ter amigos de peso permite esta insanidade cívica!Um pai é privado da filha depois de quem a subtraíu ter sido condenado criminalmente por tê-la subtraído? Porque o pai verdadeiro é pobre?Que Justiça é esta? Em que país vivemos?E o advogado é que tem de ser "punido"?Parece-me que é tempo de perguntar: Quando é que o Desembargador Dr. Rui Rangel se cala?Como é que um magistrado vem nos meios de comunicação social apoiar a tese do sargento Gomes - ao dizer que faria o mesmo que a colega de Torres Novas - quando está sujeito a um dever de imparcialidade e isenção?O Dr. Rui Rangel se quer falar livremente nos media que deixe de ser magistrado e venha para advogado, ganhar de acordo com o vencimento das causas.Mas ver um juiz desembargador apoiar a incriminação de um advogado ,que se calhar está a trabalhar de borla, quando o senhor juiz ganha aí um mil contos por mês, não é aceitável.Eu conheço o Dr.Rui Rangel, há cerca de 20 anos.Tenho por ele o maior respeito. Mas como advogado e cidadão não aceito as suas posições públicas que me parecem desrazoáveis e que não deveriam ser sequer emitidas, pelo dever de reserva a que está sujeito.Estou farto das posições públicas do Dr. Rui Rangel.Vivemos numa República de Juízes?Então entreguem o País aos juízes que eu vou-me embora de imediato deste lamaçal em que está tornado Portugal!Eu também assinei o "habeas corpus "do sargento Gomes. Parecia excessivo ele estar preso.Mas tudo tem limites!Num Portugal de polichinelo, como é Portugal, em que a Policia Britânica brinca com a PJ portuguesa e a desmerece.Em que o Estado Português se verga perante o Reino Unido e não tem o menor problema em afastar um polícia do caso para agradar ao Reino Unido e colher benefícios para a Presidência Portuguesa da União Europeia!E em que o Reino Unido brinca com Portugal no caso Vale e Azevedo!Creio que o Dr. Rui Rangel seria um óptimo advogado. Venha para a advocacia Dr. Rui Rangel.Se entenderem que eu ofendi alguém que me metam um processo!Mas eu não me calo e quero magistrados a exercer a acção penal e outros a julgar , advogados a defender direitos humanos e causas .E magistrados calados, reservados. Ou escolham outra profissão.E quero a Ordem dos Advogados a defender publicamente o colega ameaçado pelo sargento Gomes ,este apoiado pelo desembargador Dr. Rui Rangel.Gostaria que este caso fosse para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.Se tudo isto fosse anedota ,ria-me muito!.Como é verdade sofro: Um individuo é condenado por crime de subtracção de menor! Paga uma indemnização ao pai da criança pela subtracção. E afinal o tribunal mantém a menina à sua guarda!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!E diz que vai participar do advogado do verdadeiro e único pai da menina?Por fim uma palavra de homenagem ao meu colega Dr. José Luis Martins: Grande advogado! Lutador! Sózinho contra o Poder, sem apoios perante tanta e tanta gente a apoiar o sargento Luis Gomes .... Gente com Poder a todos os níveis.Só um advogado grande em alma ,e em mente ,pode aguentar esta luta desigual.Grande advogado!Tem a minha solidariedade. Efectiva se for necessário para o apoiar seja onde for.
José Maria Martins - Advogado

vOTAR j'AMAIS!!!

"Clandestino" em S. Bento
Os deputados trabalham muito, trabalham pouco ou não fazem mesmo nenhum? A discussão é velha e as opiniões dividem-se consoante o grau de anti-parlamentarismo de cada um. Com o fim de mais um ano parlamentar, o Expresso foi ver a produtividade da casa e descobriu que cerca de 10 por cento dos deputados não abriu a boca em plenário. Mas há mais. Há um parlamentar que há três anos anda por São Bento, mas no seu próprio partido há quem se espante ao ouvir falar dele. "Não sabia que ele continua a ser deputado", confessou o líder da distrital em cuja lista foi eleito este parlamentar "clandestino".

vOTAR j'AMAIS!!!

Tudo Bons Rapazes?!...
Numa semana, José Sócrates foi a Angola e à Líbia. Em Lisboa, recebeu, entre outros, os chefes de Estado da Venezuela e da Guiné Equatorial. Em Luanda, elogiou o trabalho, "notável a todos os níveis", do Executivo angolano. Em São Bento, voltou a trocar simpatias com Hugo Chávez. Tudo em nome da diplomacia económica, a que Sócrates agora juntou o conceito de "diplomacia de resultados". Mas que resultados são esses? Merecem os abraços e os elogios a chefes de Estado criticados pela comunidade internacional? Ex-ministros e dirigentes partidários do PS e do PSD acham que sim e elogiam a estratégia agressiva de José Sócrates.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

kODAK's dIÁRIOS


Braga d'ontem




kODAK's dIÁRIOS


Braga d'hoje

Suspeita de maus tratos em colégio para deficientes


O colégio Décroly, que acolhe em Lisboa crianças com paralisia cerebral, está a ser investigado pela PSP pela suspeita de prática de maus tratos.


Cheiro nauseabundo, devido às fraldas serem mudadas nas salas de aula e por não haver sistema de ventilação, fraldas descartáveis utilizadas como babetes, métodos impróprios para a imobilização de alunos durante as suas crises, são alguns dos dados referidos pela investigação da PSP ao colégio Décroly, de Lisboa, referida na edição de hoje do "Diário de Notícias".
A instituição privada de ensino especial, que recebe subsídios do Estado, tem 160 alunos (com idades compreendidas entre os 6 e os 24 anos), 70 dos quais em regime de internato. Segundo o DN os proprietários acabaram de ser constituídos arguidos por suspeitas do crime de maus tratos. Umas das acusações mais graves é relativa ao internamento sucessivo de um dos alunos, que poderá estar relacionada com os métodos de imobilização utilizados pelos funcionários.
O advogado de defesa dos três proprietários do colégio Décroly, Vasconcelos Salgado, diz que ainda não teve acesso ao processo e não compreender o caso, por não ter havido qualquer queixa e por considerar que as crianças são bem tratadas.
O advogado refere que, há cerca de dois meses, o colégio foi alvo de uma mega operação de fiscalização que contou com elementos da ASAE, PJ, PSP e Segurança Social, um procurador e um delegado de Saúde.
Segundo o DN, a acção surgiu na sequência de várias denúncias sobre o modo de funcionamento da instituição. A operação descobriu que o colégio tem medicamentos em armários com portas abertas, ao alcance de todos, enquanto que as casas de banho não têm sabonete, nem papel higiénico de forma a evita que os alunos os atirem aos colegas e funcionários. Quanto à não existência de sistema de ventilação, alegadamente, deve-se a este poder ser prejudicial para alunos com problemas respiratórios.
O colégio Décroly recebe 492,02 euros por cada aluno em idade escolar. Por cada utente entre os 19 e os 24 anos a Segurança Social paga 171,78 euros.

Expresso

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Fábrica da família Loureiro encerrou


Os 100 trabalhadores da têxtil "Fábrica do Ferro" vão ser despedidos até amanhã. Propriedade da família Loureiro, a secular empresa já estava ramificada noutras duas mas mesmo assim não evitou o acumular de dívidas.
Os cerca de 100 trabalhadores da antiga Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe "Fábrica do Ferro" vão ser despedidos quase na totalidade até amanhã. A empresa, fundada em 1886 e adquirida em meados da década de 80 pela família Loureiro, filhos e irmão do Major Valentim, está actualmente dividida em duas, a ATF e a Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro (CFTF). A ATF, herdeira da empresa primitiva, dedica-se à confecção têxtil contando com 61 trabalhadores sendo ainda proprietária de um prédio na Avenida dos Aliados no Porto e de alguns imóveis nas imediações da empresa, apurou o JN junto do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis do Minho. Ainda segundo este sindicato, a ATF está a contas com uma dívida à Segurança Social que ultrapassa os 50 milhões de euros, dívida essa que está a ser discutida nas instâncias judiciais.
No que diz respeito à CFTF, tem 37 trabalhadores e foi recentemente alvo de um processo de insolvência do qual resultou um plano de recuperação. "Os trabalhadores votaram contra o plano porque não houve por parte da administração disponibilidade para discutir as condições de pagamento dos créditos aos trabalhadores e nós decidimos não passar um cheque em branco", justificou o sindicalista Francisco Vieira.
Aliás, o sindicato estava convicto que essa empresa era para continuar já que é o banco BANIF quem detém o seu património edificado. "O prédio onde laboram as duas empresas é propriedade da Actinvest, uma imobiliária da família Loureiro, que em troca de um financiamento de cerca de 3 milhões de euros o cedeu ao BANIF. A Actinvest continua como inquilina do prédio e deveria receber uma renda mensal das duas empresas de cerca de 24500 euros", explicou Vieira.
Estão em atraso os pagamentos de todos os subsídios dos anos de 2006, 2007, o mês de Junho deste ano e o subsídio de férias.
"Os trabalhadores aceitaram que a empresa os despedisse desde que houvesse um compromisso escrito com garantias pessoais de pagamento do plano que está ser trabalhado pelos nossos advogados. Os três filhos do Major vão ficar fiadores dessas garantias", afiançou Francisco Vieira.


JN

quarta-feira, 23 de julho de 2008

PCP denuncia IVA da Net das Novas Oportunidades


TMN mantém mensalidade de 15 euros inalterada
A baixa em Julho da taxa de IVA de 21 para 20 % não chegou às facturas da TMN referentes ao acesso à internet de banda largas do programa "Novas Oportunidades", denunciou ontem o PCP. Em pergunta enviada pelo deputado do PCP Honório Novo ao ministro das Finanças, os comunistas pedem explicações sobre cobrança indevida de IVA nas facturas de acesso à Internet do Programa Novas Oportunidades que é apoiado pelo Governo de Sócrates.Recorde-se que quem adere ao Programa Novas Oportunidades - de requalificação escolar de quem interrompeu os estudos mas se valorizou na carreira profissional - têm a possibilidade de acesso à Internet em banda larga, através da TMN, por 15 euros mês. Esta quantia englobava até Junho a aplicação de uma taxa de IVA de 21 %. O deputado comunista refere que "a partir de Julho - altura em que a taxa baixou para 20 % - as pessoas estão a pagar exactamente o mesmo, mas o IVA desceu".Os comunistas fizeram as contas e chegaram à conclusão de que os aderentes do programa da Internet de banda larga deveriam estar agora a pagar menos 0,124 euros, pelo que o preço a pagar deveria ser 14,876 euros, caso a TMN reflectisse a baixa da taxa de IVA. Para manter o valor final de 15 euros a TMN aumentou o preço do serviço de 12 euros e40 cêntimos para 12 euros e 50 cêntimos, sendo o IVA de 20 % aplicado sobre um preço base que é maior. "Desafiamos o Governo a corrigir a situação e eventualmente devolver o dinheiro que está a ser cobrado a mais aos utentes", referiu Honório Novo, frisando que se trata de um caso "inaceitável" dado que se trata de uma campanha "largamente apoiada pelo Governo". O Programa das Novas Oportunidades tem sido uma das bandeiras do executivo de José Sócrates.


DN

terça-feira, 22 de julho de 2008

kODAK's dIÁRIOS



oh dIABO...

Cientistas portugueses desenvolvem o primeiro transístor com papel


Na Universidade Nova de Lisboa
Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram os primeiros transístores com papel, uma descoberta que pode permitir a criação de sistemas electrónicos descartáveis a baixo custo.“O transístor é a peça de lego para construir qualquer coisa”, explicou ao PÚBLICO Elvira Fortunato, que juntamente com Rodrigo Martins, são os coordenadores do grupo de investigação Cenimat/I3N, responsável pela descoberta.Os transístores nasceram no final dos anos 40 e substituíram as válvulas utilizadas nos computadores e nas redes telefónicas. Tiveram o condão de reduzir o tamanho dos equipamentos, aumentar a velocidade e a durabilidade. Hoje, qualquer aparelho com um circuito integrado contém estes “interruptores” electrónicos. O “interruptor” é formado por três componentes. Um material semicondutor que tem uma entrada e uma saída, chamadas fonte e dreno, por onde passa a corrente. E uma porta que é o que induz e controla a corrente, mas que está separada do semicondutor por um material isolante, impedindo curto-circuitos.É esta porta que “liga” e “desliga” o transístor e que equivale ao sistema binário 0/1 em que toda a informação está codificada. É assim que os computadores, os ecrãs, os telefones, as aparelhagens funcionam. Com muitos milhões destas unidades.O material isolante, que é a componente dieléctrica do transístor, era feito de vários materiais como o silício. As unidades eram construídas a 1200 graus célsius, por exemplo. Agora, os investigadores conseguiram o fabrico à temperatura ambiente, utilizando papel que é um “dois em um” porque também funciona como o suporte do transístor.A celulose tem outras propriedades e não é tão boa como o silício. “Mas pode-se fazer sistemas descartáveis a baixo custo”, explicou Elvira Fortunato. E mais, pode dobrar-se que não se estraga. Estas características permitem explorar várias ideias como ecrãs de papel, etiquetas, pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas.“Pode utilizar-se nos sensores biológicos para diagnóstico [na saúde]. Muitos sensores são de papel, funcionam através de uma reacção química, com o transístor pode haver uma mais-valia”, exemplificou a investigadora.O artigo com a descoberta já foi aceite pela revista científica “Electron Device Letters” e vai ser publicado em Setembro. O pedido de patente também está feito. Agora é só ficar à espera de uma próxima plataforma digital que, antes de se deitar fora, ainda pode servir como post-it, porque, como explica a investigadora, os novos transístores “não deixam de ser papel”.


Público

segunda-feira, 21 de julho de 2008

kODAK's dIÁRIOS


Olhar do bOM jESUS

Classe média pede ajuda alimentar às Misericórdias


A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) têm recebido todas as semanas, via e-mail, dezenas de pedidos de ajuda alimentar por parte de pessoas da classe média, noticia hoje o Diário de Notícias, citando o presidente da UMP.
Manuel de Lemos alerta para este novo padrão de pobreza que foge ao típico retrato dos pobres conhecido em Portugal, afirmando que «são pessoas com um perfil diferente, que não vivem na miséria, mas estão à beira de entrar na pobreza».
Acrescentou que este é um fenómeno que se veio a sentir desde o início do ano, quando se intensificaram os problemas económicos.
«Não estamos a falar de idosos, dos típicos desempregados, mas de pessoas com menos de 40 ou 45 anos que se calhar não deixam de pagar a netcabo nem desmarcam as férias na agência de viagens mas passam fome», conta Manuel de Lemos, que diz que ao seu próprio email já chegaram dezenas de pedidos de ajuda.
Estas solicitações que chegam às instituições são acompanhadas pelos serviços sociais que depois encaminham os casos para as misericórdias locais, acrescenta o DN.
Manuel de Lemos salientou ainda que as misericórdias estão a sentir o impacto do aumento do preço dos alimentos e dos combustíveis, e da chamada crise, de duas formas. Por um lado, crescem os pedidos deste tipo e, por outro, o número de pessoas que tomam as refeições nas instituições. Idosos que vinham almoçar uma vez por semana e agora aparecem todos os dias, crianças e jovens.
«Estas pessoas novas quando chegam para comer, põem-se a um canto, comem rápido e vão-se embora, pois sentem alguma vergonha. A situação é completamente diferente das outras que regularmente ali tomam as suas refeições», adianta Manuel de Lemos.
Recentemente, a responsável pela Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome veio alertar também para o surgimento de uma nova camada de pobres.
Isabel Jonett falou ao DN sobre estas famílias da classe média, algumas habituadas até a um certo nível de vida, e que se viram nos últimos meses à beira de uma situação de pobreza.
Em geral, explicou a responsável pela Federação dos Bancos Alimentares Contra a Fome, são pessoas que viveram durante algum tempo acima das suas possibilidades, se endividaram em grande escala e estão agora aflitas com a subida das taxas de juro, do preço dos combustíveis e do custo dos alimentos.


DD

domingo, 20 de julho de 2008

CONTINUA O MISTÉRIO DOS DOIS IRMÃOS

Uma notícia. A carta de condução por pontos - que retira a licença de condução ao fim de algumas multas - fez cair os acidentes graves em Espanha. Excelente notícia. Mas que esconde uma má: agora, quem precisa de transplante de órgãos espera mais tempo. Segundo o jornal El País, com a quebra de acidentes rodoviários (os maiores causadores de morte de jovens) escasseiam os órgãos em bom estado: há 15 anos, 43 por cento dos doadores vinham dos acidentes; em 2007, só dez por cento... Outra notícia. Segundo o jornal Nice-Matin, os veraneantes da Côte d'Azur coçam-se muito: a alforreca Pelagia noctiluca já atacou mais de 500 banhistas. E é uma surpresa. Desde há 200 anos que estes animais gelatinosos são estudados e sabe-se que aparecem num ciclo imutável. Ora este é o oitavo ano seguido que esta alforreca incomoda, um recorde nunca visto. Será que a Pelagia noctiluca veio para ficar? Sim e estas podem ser as causas: as pílulas contraceptivas e as hormonas que limitam os efeitos da menopausa entram nas águas do Mediterrâneo (pois as banhistas que as usam também entram). As pílulas diminuem a reprodução do atum e as hormonas "feminizam-no" - daí haver menos peixes. E menos predadores das alforrecas. E mais e perenes alforrecas.Sobre a crise institucional belga, o jornal francês Le Monde falou com um especialista de questões europeias, Philippe Moreau-Defarges. Este receia que "o pacto de Estado", que ao longo da História soldou a maioria dos países europeus, possa estourar por todos os lados, e não só entre valões e flamengos. E qual o papel da União Europeia nessa desintegração dos Estados? "A integração europeia teve um papel desintegrador sobre os Estados membros. Os Estados perderam muitas competências que foram transferidas para a UE, e muitos grupos estimam que não têm mais necessidade dos Estados existentes já que há a Europa", disse o investigador do Instituto Francês de Relações Internacionais.Três notícias de jornais - uma sobre tragédias humanas, outro de ambiente e outra de política internacional - e todas com a preocupação de, além de debitar o facto, propor "porquês" para ele, causas e consequências. É a diferença entre um jornal e uma agência de notícias (esta pode contentar-se em dizer rapidamente: "Kennedy morto"). Há uma semana, li num jornal que dois irmãos portugueses gastaram uma fortuna contratando detectives para intimidar, seguir e insultar, durante dois anos, um editor. Continuo sem saber porquê. Continuo, pois, sem ter lido nada. Esta é a minha crónica dedicada à campanha: quando a polícia quiser filtrar informações para os jornais, estes só devem aceitar informações que digam alguma coisa. O crime não é menos que os belgas ou as alforrecas.

DN

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A Beverly Hills Bracarense (2)

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A Beverly Hills Bracarense (1)

sábado, 19 de julho de 2008

kODAK's dIÁRIOS


Construção do edifício de arcadas no início da rua do Souto (Antiga Escola Alberto Sampaio)

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Nevão em Braga em 14 e 15 de Jan de 1987



Cavalos turísticos em tempo de crise - em Braga


O negócio dos cavalos turísticos do Bom Jesus parece andar pelas ruas da amargura. Fala-se em "crise" de uma actividade com mais de dois séculos, agora limitada a cerca de 20 garranos e uma dezena de operadores.
É uma oferta turística com mais de dois séculos que parece ter entrado em crise. O negócio dos cavalos do Bom Jesus está pelas ruas da amargura. A culpa é atribuída à falta de clientela e, por outro lado, à "concorrência desleal", já que este património dos garranos cruzados é alimentado e disputado por gente que faz desta actividade de lazer um "pé de meia" ao sustento familiar.
José Pereira, de 73 anos, quase 30 no ramo dos cavalos, mostra-se "desiludido" com o negócio que, em sua opinião, "vai de mal a pior". Reformado, é um dos nove operadores ainda em actividade na estância do Bom Jesus, insurgindo-se contra a falta de condições desta oferta turística e, ainda, contra aqueles que rotulou de "oportunistas", que aparecem, nesta altura do Verão, devido à forte concentração de turistas e imigrantes.
José Pereira acaba por colocar o dedo na ferida, ou seja, a falta de fiscalização no negócio dos cavalos do Bom Jesus, que, maioritariamente, é feito por gente que se dedica à agricultura. As excepções são poucas, como é o caso de José Azevedo, funcionário público, para quem os cavalos "é um vício de juventude".
Dos cerca de 20 cavalos que operam nos passeios do Bom Jesus, tem três, dedicando-se somente a esta actividade aos fins de semana e durante os meses de Julho e Agosto.
Cada passeio a cavalo custa, em média, cinco euros, tabela que diz ser "muito barata", comparativamente aos custos de manutenção de um animal. "Olhe, só alimentar um cavalo custa sete euros por dia", observou. Já não chega à dezena o número de operadores, mas, aos fins de semana, são muitos os familiares e amigos a darem "uma ajudinha" no negócio.
O negócio dos cavalos enfrenta, por outro lado, o problema de falta de um estábulo adequado à actividade, já que os animais ficam retidos à margem da estrada, sem o mínimo de condições, quer de higiene quer de segurança, situação, de resto, nada abonatória para a imagem de qualidade do turismo religioso do Bom Jesus.
O assunto já é velho, mas, até ao momento, nada foi feito, apurando o JN que apenas a empresa municipal Agere procede, de dois em dois dias, à limpeza do local, junto ao lago da Mãe d´Água.
Quanto à criação de um estábulo para albergar os cavalos turísticos, a Confraria do Bom Jesus equaciona essa possibilidade, no âmbito do projecto de requalificação da estância turística.


JN

O que temos de aprender com o caso 'Apito Dourado'


Infelizmente, a leitura das sentenças do Apito Dourado não representou o virar de uma página de glória na história da justiça no nosso país. A condenação de Valentim Loureiro, por abuso de poder e prevaricação, a três anos e dois meses de prisão, com pena suspensa, pode custar-lhe o lugar de presidente da Câmara de Gondomar, mas fica longe para tudo o que se disse e leu sobre o major, que acabou ilibado de todas as acusações de corrupção. Pior: permitiu que anunciasse o que vai fazer para virar a justiça contra a justiça. O recurso da pena e as outras manobras judiciais que usará permitir-lhe-ão continuar como autarca, como fez questão de gritar logo à saída do tribunal.A mesma justiça que obriga o presidente do Gondomar a nove meses de prisão preventiva, o acusa de 47 crimes de corrupção, mas depois acaba por o mandar em liberdade, com a pena suspensa por três anos - sendo que durante o julgamento caíram metade das acusações de corrupção feitas a José Luís Oliveira.As sentenças ontem pronunciadas não agradam a quase ninguém - e se calhar nunca poderiam agradar num megaprocesso judicial ultramediatizado em que a maioria dos portugueses tinham uma opinião sobre o assunto, fundamentada em simpatias pessoais ou clubísticas, e não numa desapaixonada avaliação dos factos.Para prestigiar a justiça portuguesa são necessárias decisões mais rápidas e mais sólidas, que não permitam dribles como o de Valentim. Os investigadores têm de ser mais seguros, o Ministério Público tem de ser mais criterioso na selecção dos casos e acusações que leva a julgamento e os magistrados têm de, a todo custo, evitar que as audiências se transformem num circo. Há palavras que ajudam a mudar o mundo. Ou, pelo menos, os países. Um bom exemplo é o "sangue, suor e lágrimas", o célebre discurso de Churchill a incentivar os britânicos a resistir ao que parecia ser uma vitória certa da Alemanha nazi. Outro é o desafio de Kennedy, na década de 60, aos americanos para pensarem "o que podem fazer" pela América e não esta por eles. Basta atentar nos dois políticos referidos, dois mitos do século XX, para se perceber que a força das palavras depende também muito de quem as diz. O FMI afirmou que os portugueses, para bem do seu futuro, deveriam baixar o nível de vida. Portugal é um país excessivamente endividado, ou seja, em linguagem mais popular, vivemos acima das nossas posses. O que exigia que alguém, com peso, se dirigisse aos portugueses e apelasse a sacrifícios, pelo menos à moderação. Resta saber se há quem consiga ser escutado: Cavaco Silva e José Sócrates (que teve a coragem, e a legitimidade, de impor sacrifícios) são as soluções óbvias, mas podem ser outros.Nos Estados Unidos, Al Gore jogou todo o seu peso de ex-vice-presidente, de candidato mais votado nas eleições presidenciais de 2000 e de Nobel da Paz, para apelar agora aos americanos que optem a médio prazo pelas energias renováveis. Haverá ou não Al Gores portugueses, mas tão importante como isso é se estamos ou não dispostos a escutar.


DN

sexta-feira, 18 de julho de 2008

PJ faz 50 buscas a empresas da construção civil


A Polícia Judiciária fez quinta-feira quase 50 buscas simultâneas a empresas de construção civil por suspeita de fraude fiscal qualificada e associação criminosa, tendo sido constituídos 29 arguidos, alegadamente envolvidos numa rede de facturação falsa.
Segundo a PJ, a alegada rede mandava fazer e posteriormente vendia facturas falsas, emitidas em nome de empresas de construção civil, na sua maioria "sociedades unipessoais e empresas de vão de escada, sem instalações e com domicílios fiscais inexactos", o que as tornava dificilmente localizáveis.
As autoridades já identificaram centenas de sociedades comerciais, de Norte a Sul do país, que adquiriam as facturas, no valor total de mais de 57 milhões de euros, com o objectivo de as incluir na sua contabilidade, criando custos fictícios para abatimento fiscal em sede de IRC.
O esquema permitia ainda aos empresários deduzir ou receber reembolsos de impostos que não pagaram, em sede de IVA, provocando um prejuízo estimado para o Estado português que ascende a 11 milhões de euros.
Conduzida há cerca de um ano pela PJ e pela Direcção-Geral de Contribuições e Impostos, a Operação Tecto Falso foi realizada no seguimento de outras duas operações policiais, tendo, no total, sido feitas cerca de 150 buscas, constituídos 100 arguidos e detidas duas pessoas.




JN

kODAK's dIÁRIOS










Uma mosca sem valor
Poisa com a mesma alegria
Na careca de um doutor
Como em qualquer porcaria.



A. Aleixo

quinta-feira, 17 de julho de 2008

kODAK's dIÁRIOS

Braga

Vereador de Amarante diz que presidente tentou agredi-lo


O presidente da Câmara de Amarante, o socialista Armindo Abreu, com um furador de papéis na mão, terá mesmo ameaçado um vereador do PSD, João Sardoeira, após aquele lhe ter dirigido expressões que te-lo-ão irritado.
O ambiente de tensão entre aqueles dois autarcas há muito que se vem agudizando e o episódio, ocorrido na última reunião do Executivo, só confirmou isso mesmo.
Ao certo, ninguém quer ou consegue reproduzir com exactidão a frase que despoletou toda a situação. Aliás o incidente nem sequer irá figurar na acta da reunião. Mas terá sido uma má interpretação de palavras.
O interveniente, João Sardoeira, assegurou, ao JN, que as suas afirmações estão neste contexto: "Eu entendo que o senhor presidente da Câmara está muito cansado, precisa de descansar, está a perder legitimidade para governar a Câmara, e o que eu entendo é que o senhor presidente deve sair de cabeça erguida". " Foi isso que quis dizer, nada mais", disse João Sardoeira, adiantando, sobre a pretensa tentativa de agressão de que terá sido alvo, que " ele (presidente), depois, teve um momento de lucidez e parou, mas a tentativa que fez para agredir é uma atitude que não fica bem a um presidente de Câmara", considera o autarca social-democrata
Quanto ao seu estilo nas reuniões de Câmara, consideradas, em alguns quadrantes, como provocatório, o vereador garante que a sua postura "é só política" e que o actual presidente "não estava habituado a ter oposição. Desta vez tem, e o PSD quer ganhar a Câmara", acrescentou Sardoeira. Apesar da insistência do JN, o presidente da Câmara esteve incontactável todo o dia.




JN


Notas de cRISTO: Mais um para fazer concorrência ao vizinho marcuense!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Portugal: Cerca de 35% dos pobres têm emprego


O presidente do Conselho Económico e Social, Alfredo Bruto da Costa, alertou hoje para a situação dos pobres que têm um emprego, estimando que representem 35% da totalidade o universo de portugueses que vivem na pobreza.
«Trinta e cinco por cento dos pobres são pessoas que trabalham», afirmou Bruto da Costa, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Bruto da Costa, que se deslocou ao Palácio de Belém para entregar a Cavaco Silva o estudo por si coordenado sobre a pobreza em Portugal, divulgado no início do mês, alertou igualmente para aquilo que «não se faz» para resolver esse problema.

«O problema não é aquilo que se faz, tudo o que se faz é tudo bom. O grande problema é o que não se faz», salientou, considerando que as políticas desenvolvidas pelo Governo para combater a pobreza são eficazes.

Ainda sobre o estudo «Um Olhar Sobre a Pobreza - Vulnerabilidade e Exclusão Social no Portugal Contemporâneo», o presidente do Conselho Económico e Social destacou que se trata de um estudo sobre «os aspectos estruturais da pobreza, as suas causas e características profundas».

«O estudo, continuou, não apresenta receitas para a acabar com pobreza, mas fala sobre o que não resolve o problema para não desperdiçar recursos».

«Aponta pistas porque identifica os problemas estruturais», referiu, assinalando a diferença entre os aspectos estruturais e os aspectos conjunturais que estão na origem da pobreza.

Como aspectos conjunturais, Bruto da Costa apontou o aumento dos preços: «Mas, há causas mais profundas, que já existiam».

Questionado sobre se considera que o Estado é «conivente» com a pobreza, o presidente do Conselho Económico e Social considerou que «o grande conivente para com a pobreza é a sociedade».

Diário Digital / Lusa

Nota de Cristo: E os outros 65% dos pobres entam não têm emprego, e mais todos os outros que não são pobres que também não têm emprego!Porreiro pá, porreiro!!

domingo, 13 de julho de 2008

A porcaria e o erro

A porcaria e o erro
Carlos Queirós foi esta sexta-feira apresentado como seleccionador nacional de Portugal pela Federação Portuguesa de Futebol.
Conheci Queirós ainda ele era um jovem turco a querer o seu lugar ao Sol e a precisar de entrevistas, isto bem antes de Riáde, da Luz, e Figo, Peixe e Rui Costa. Hoje, que o tem e que as dispensa, não conheço Queirós. Ou talvez reconheça o vaidoso a sobrepor-se ao ambicioso, para pena minha.
Sabendo-se, como é por demais evidente, que nada, RIGOROSAMENTE NADA, mudou no futebol português desde o tempo em que Queirós referiu, muito justamente, que a porcaria tinha de ser limpa da federação e do futebol português;
tendo em conta, como é confirmável ad nauseum, que os protagonistas do dirigismo desportivo são hoje RIGOROSAMENTE OS MESMOS que eram há 5, 10, 15, 20, 25 anos;
só posso concluir tratar-se de um monumental erro.
Oxalá me engane.

Braga Parque alerta para excesso de oferta


Obras de expansão antecipam o embatecom os gigantes comerciais que vão invadir a região

O BragaParque começou já as obras para se preparar para a feroz concorrência que, até 2009, vai invadir a região. O director- geral considera, no entanto, que Braga vai mesmo ficar com um excesso de oferta injustificável

Nos próximos dois anos, o investimento global em centros comerciais, só na cidade bracarense, chegará aos 500 milhões de euros. No BragaParque, haverá mudanças de fundo, reforçadas também pela aquisição do edifício do Feira Nova, até aqui a funcionar num edifício ao lado, mas independente daquele centro comercial. O director-geral, António Afonso, acaba, curiosamente, por enveredar por uma linha de pensamento que vai de encontro aos receios da Associação Comercial de Braga, embora sendo, grosso modo, parte oposta nesta "luta" entre pequenos comerciantes e grandes superfícies. O responsável fundamenta-se nos estudos de mercado para avaliar o impacto da chegada dos novos espaços de grande dimensão, cuja realidade não se extingue na própria cidade onde vão ser construídos.

"Vão ser muitos milhares de metros quadrados a aparecer em pouco tempo. É demasiado. Para que se saiba, o nosso principal concorrente, é, actualmente, o NorteShopping, no Porto. Por razões de proximidade, temos de avaliar a oferta a Norte. Estamos a investir para não ficarmos fragilizados", sublinha, relembrando ainda a construção do Espaço Guimarães, aprazado para 2009, e o reforço da loja Ikea, em Matosinhos, que também trará mais concorrência.

A nível da cidade, o Dolce Vita e o Espaço Braga, duas obras cujo volume de investimento ronda os 300 milhões de euros, implicarão, por inerência, dois novos hipermercados, o Continente e o Jumbo, respectivamente. Se a aposta na presença desta última cadeia alimentar pode ser uma mais- valia, há quem questione a pertinência de um outro Continente, a uns escassos cinco quilómetros do actual (antigo Carrefour).

Mas não só. Além destes gigantes comerciais, cuja chegada alterará a configuração comercial da região, acrescenta-se ainda o E-Leclerc, com um investimento de 25 milhões de euros e 50 lojas previstas, o Lidl de Lamaçães, já pronto, e a própria expansão do BragaParque, com obras de monta avaliadas em 75 milhões de euros.

O director- geral explica que o parque do Feira Nova deixará de existir, ocupado por um novo edifício para onde se prevêem 60 novas lojas, a juntar às 15 que surgiram depois da primeira fase da expansão, em Novembro do ano passado. Dos 35 mil metros quadrados com que ficou desde a última empreitada, o BragaParque passará, em Setembro do ano que vem, para 50 mil metros quadrados e terá três parques subterrâneos, totalizando três mil lugares de estacionamento.

Mesmo com o excesso de oferta, justifica-se o investimento: "Temos de dar aos nossos clientes novidades. Fala-se dos centros comerciais como espaços de lazer e cultura mas o mais importante acaba por ser a qualidade das lojas", sintetiza.

Na cidade, existiam, até aqui, o BragaShopping, o Minho Center (com Carrefour) e o BragaParque, aberto em 1999, bem como um sem número de super e hipermercados, afectos a vários grupos.


JN