
Os 100 trabalhadores da têxtil "Fábrica do Ferro" vão ser despedidos até amanhã. Propriedade da família Loureiro, a secular empresa já estava ramificada noutras duas mas mesmo assim não evitou o acumular de dívidas.
Os cerca de 100 trabalhadores da antiga Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe "Fábrica do Ferro" vão ser despedidos quase na totalidade até amanhã. A empresa, fundada em 1886 e adquirida em meados da década de 80 pela família Loureiro, filhos e irmão do Major Valentim, está actualmente dividida em duas, a ATF e a Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro (CFTF). A ATF, herdeira da empresa primitiva, dedica-se à confecção têxtil contando com 61 trabalhadores sendo ainda proprietária de um prédio na Avenida dos Aliados no Porto e de alguns imóveis nas imediações da empresa, apurou o JN junto do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis do Minho. Ainda segundo este sindicato, a ATF está a contas com uma dívida à Segurança Social que ultrapassa os 50 milhões de euros, dívida essa que está a ser discutida nas instâncias judiciais.
No que diz respeito à CFTF, tem 37 trabalhadores e foi recentemente alvo de um processo de insolvência do qual resultou um plano de recuperação. "Os trabalhadores votaram contra o plano porque não houve por parte da administração disponibilidade para discutir as condições de pagamento dos créditos aos trabalhadores e nós decidimos não passar um cheque em branco", justificou o sindicalista Francisco Vieira.
Aliás, o sindicato estava convicto que essa empresa era para continuar já que é o banco BANIF quem detém o seu património edificado. "O prédio onde laboram as duas empresas é propriedade da Actinvest, uma imobiliária da família Loureiro, que em troca de um financiamento de cerca de 3 milhões de euros o cedeu ao BANIF. A Actinvest continua como inquilina do prédio e deveria receber uma renda mensal das duas empresas de cerca de 24500 euros", explicou Vieira.
Estão em atraso os pagamentos de todos os subsídios dos anos de 2006, 2007, o mês de Junho deste ano e o subsídio de férias.
"Os trabalhadores aceitaram que a empresa os despedisse desde que houvesse um compromisso escrito com garantias pessoais de pagamento do plano que está ser trabalhado pelos nossos advogados. Os três filhos do Major vão ficar fiadores dessas garantias", afiançou Francisco Vieira.
Os cerca de 100 trabalhadores da antiga Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe "Fábrica do Ferro" vão ser despedidos quase na totalidade até amanhã. A empresa, fundada em 1886 e adquirida em meados da década de 80 pela família Loureiro, filhos e irmão do Major Valentim, está actualmente dividida em duas, a ATF e a Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro (CFTF). A ATF, herdeira da empresa primitiva, dedica-se à confecção têxtil contando com 61 trabalhadores sendo ainda proprietária de um prédio na Avenida dos Aliados no Porto e de alguns imóveis nas imediações da empresa, apurou o JN junto do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis do Minho. Ainda segundo este sindicato, a ATF está a contas com uma dívida à Segurança Social que ultrapassa os 50 milhões de euros, dívida essa que está a ser discutida nas instâncias judiciais.
No que diz respeito à CFTF, tem 37 trabalhadores e foi recentemente alvo de um processo de insolvência do qual resultou um plano de recuperação. "Os trabalhadores votaram contra o plano porque não houve por parte da administração disponibilidade para discutir as condições de pagamento dos créditos aos trabalhadores e nós decidimos não passar um cheque em branco", justificou o sindicalista Francisco Vieira.
Aliás, o sindicato estava convicto que essa empresa era para continuar já que é o banco BANIF quem detém o seu património edificado. "O prédio onde laboram as duas empresas é propriedade da Actinvest, uma imobiliária da família Loureiro, que em troca de um financiamento de cerca de 3 milhões de euros o cedeu ao BANIF. A Actinvest continua como inquilina do prédio e deveria receber uma renda mensal das duas empresas de cerca de 24500 euros", explicou Vieira.
Estão em atraso os pagamentos de todos os subsídios dos anos de 2006, 2007, o mês de Junho deste ano e o subsídio de férias.
"Os trabalhadores aceitaram que a empresa os despedisse desde que houvesse um compromisso escrito com garantias pessoais de pagamento do plano que está ser trabalhado pelos nossos advogados. Os três filhos do Major vão ficar fiadores dessas garantias", afiançou Francisco Vieira.
JN
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