
Obras de expansão antecipam o embatecom os gigantes comerciais que vão invadir a região
O BragaParque começou já as obras para se preparar para a feroz concorrência que, até 2009, vai invadir a região. O director- geral considera, no entanto, que Braga vai mesmo ficar com um excesso de oferta injustificável
Nos próximos dois anos, o investimento global em centros comerciais, só na cidade bracarense, chegará aos 500 milhões de euros. No BragaParque, haverá mudanças de fundo, reforçadas também pela aquisição do edifício do Feira Nova, até aqui a funcionar num edifício ao lado, mas independente daquele centro comercial. O director-geral, António Afonso, acaba, curiosamente, por enveredar por uma linha de pensamento que vai de encontro aos receios da Associação Comercial de Braga, embora sendo, grosso modo, parte oposta nesta "luta" entre pequenos comerciantes e grandes superfícies. O responsável fundamenta-se nos estudos de mercado para avaliar o impacto da chegada dos novos espaços de grande dimensão, cuja realidade não se extingue na própria cidade onde vão ser construídos.
"Vão ser muitos milhares de metros quadrados a aparecer em pouco tempo. É demasiado. Para que se saiba, o nosso principal concorrente, é, actualmente, o NorteShopping, no Porto. Por razões de proximidade, temos de avaliar a oferta a Norte. Estamos a investir para não ficarmos fragilizados", sublinha, relembrando ainda a construção do Espaço Guimarães, aprazado para 2009, e o reforço da loja Ikea, em Matosinhos, que também trará mais concorrência.
A nível da cidade, o Dolce Vita e o Espaço Braga, duas obras cujo volume de investimento ronda os 300 milhões de euros, implicarão, por inerência, dois novos hipermercados, o Continente e o Jumbo, respectivamente. Se a aposta na presença desta última cadeia alimentar pode ser uma mais- valia, há quem questione a pertinência de um outro Continente, a uns escassos cinco quilómetros do actual (antigo Carrefour).
Mas não só. Além destes gigantes comerciais, cuja chegada alterará a configuração comercial da região, acrescenta-se ainda o E-Leclerc, com um investimento de 25 milhões de euros e 50 lojas previstas, o Lidl de Lamaçães, já pronto, e a própria expansão do BragaParque, com obras de monta avaliadas em 75 milhões de euros.
O director- geral explica que o parque do Feira Nova deixará de existir, ocupado por um novo edifício para onde se prevêem 60 novas lojas, a juntar às 15 que surgiram depois da primeira fase da expansão, em Novembro do ano passado. Dos 35 mil metros quadrados com que ficou desde a última empreitada, o BragaParque passará, em Setembro do ano que vem, para 50 mil metros quadrados e terá três parques subterrâneos, totalizando três mil lugares de estacionamento.
Mesmo com o excesso de oferta, justifica-se o investimento: "Temos de dar aos nossos clientes novidades. Fala-se dos centros comerciais como espaços de lazer e cultura mas o mais importante acaba por ser a qualidade das lojas", sintetiza.
Na cidade, existiam, até aqui, o BragaShopping, o Minho Center (com Carrefour) e o BragaParque, aberto em 1999, bem como um sem número de super e hipermercados, afectos a vários grupos.
O BragaParque começou já as obras para se preparar para a feroz concorrência que, até 2009, vai invadir a região. O director- geral considera, no entanto, que Braga vai mesmo ficar com um excesso de oferta injustificável
Nos próximos dois anos, o investimento global em centros comerciais, só na cidade bracarense, chegará aos 500 milhões de euros. No BragaParque, haverá mudanças de fundo, reforçadas também pela aquisição do edifício do Feira Nova, até aqui a funcionar num edifício ao lado, mas independente daquele centro comercial. O director-geral, António Afonso, acaba, curiosamente, por enveredar por uma linha de pensamento que vai de encontro aos receios da Associação Comercial de Braga, embora sendo, grosso modo, parte oposta nesta "luta" entre pequenos comerciantes e grandes superfícies. O responsável fundamenta-se nos estudos de mercado para avaliar o impacto da chegada dos novos espaços de grande dimensão, cuja realidade não se extingue na própria cidade onde vão ser construídos.
"Vão ser muitos milhares de metros quadrados a aparecer em pouco tempo. É demasiado. Para que se saiba, o nosso principal concorrente, é, actualmente, o NorteShopping, no Porto. Por razões de proximidade, temos de avaliar a oferta a Norte. Estamos a investir para não ficarmos fragilizados", sublinha, relembrando ainda a construção do Espaço Guimarães, aprazado para 2009, e o reforço da loja Ikea, em Matosinhos, que também trará mais concorrência.
A nível da cidade, o Dolce Vita e o Espaço Braga, duas obras cujo volume de investimento ronda os 300 milhões de euros, implicarão, por inerência, dois novos hipermercados, o Continente e o Jumbo, respectivamente. Se a aposta na presença desta última cadeia alimentar pode ser uma mais- valia, há quem questione a pertinência de um outro Continente, a uns escassos cinco quilómetros do actual (antigo Carrefour).
Mas não só. Além destes gigantes comerciais, cuja chegada alterará a configuração comercial da região, acrescenta-se ainda o E-Leclerc, com um investimento de 25 milhões de euros e 50 lojas previstas, o Lidl de Lamaçães, já pronto, e a própria expansão do BragaParque, com obras de monta avaliadas em 75 milhões de euros.
O director- geral explica que o parque do Feira Nova deixará de existir, ocupado por um novo edifício para onde se prevêem 60 novas lojas, a juntar às 15 que surgiram depois da primeira fase da expansão, em Novembro do ano passado. Dos 35 mil metros quadrados com que ficou desde a última empreitada, o BragaParque passará, em Setembro do ano que vem, para 50 mil metros quadrados e terá três parques subterrâneos, totalizando três mil lugares de estacionamento.
Mesmo com o excesso de oferta, justifica-se o investimento: "Temos de dar aos nossos clientes novidades. Fala-se dos centros comerciais como espaços de lazer e cultura mas o mais importante acaba por ser a qualidade das lojas", sintetiza.
Na cidade, existiam, até aqui, o BragaShopping, o Minho Center (com Carrefour) e o BragaParque, aberto em 1999, bem como um sem número de super e hipermercados, afectos a vários grupos.
JN
1 comentário:
Vão-se Canibalizar. E quem vai sair a perder é a cidade, com mais áreas perdidas para o betão, com o centro a ficar despovoado e com menos comercio, etc, etc, etc,
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